Parceria de sucesso
Redação DM
Publicado em 15 de outubro de 2015 às 01:12 | Atualizado há 11 anosAo término do Pan canadense, o Ministério da Defesa divulgou que 67 das 141 medalhas obtidas pelo Brasil (48%) tiveram participação de competidores das fileiras do Exército, Marinha e Aeronáutica.
Nos Jogos Mundiais Militares, a proporção inversa foi bem maior. Nos 84 pódios obtidos pelo Brasil, 73 deles (87%) contaram com atletas que já fizeram parte no passado ou estão atualmente na Seleção Brasileira em suas modalidades, e deverão competir também na Olimpíada Rio-2016.
Tal estratégia impulsionou o desempenho tupiniquim na competição. O time brasileiro terminou na segunda posição no quadro de medalhas no critério de total de ouros.
A Rússia, país que também tem diversos atletas militares, venceu a competição com 135 medalhas, sendo 59 douradas. A China ficou em terceiro com 98 láureas no total (14 a mais do que o time brasileiro), mas com menos ouros (34 a 32).
Os Estados Unidos, maior potência olímpica do planeta e que não vincula suas modalidades às forças armadas com tanta ênfase, ficou apenas em 23º lugar na classificação geral, com seis medalhas.
O destaque brasileiro na Coreia do Sul foi a nadadora Etiene Medeiros. A pernambucana, campeã pan-americana e vice-campeã mundial no estilo costas em 2015, foi a melhor atleta entre todas as modalidades nos Jogos Mundiais Militares, com seis medalhas (quatro de ouro e duas de prata). Ela é sargento da Marinha.
De acordo com o brigadeiro, em entrevista ao site do Ministério da Defesa, a meta das Forças Armadas é colocar cem atletas na delegação que disputará a Olimpíada Rio-2016 e conquistar dez medalhas.
A parceria entre o esporte olímpico e as Forças Armadas começou em 2008, com o Programa de Atletas de Alto Rendimento. Neste projeto, atletas olímpicos passaram a militarizar-se em troca de soldos (salários) e outros benefícios, como locais de treinamento.