Divergências causam briga
Redação DM
Publicado em 13 de outubro de 2015 às 22:36 | Atualizado há 1 anoO desentendimento entre o prefeito de Senador Canedo Misael de Oliveira e o jornalista Leno Silva no dia 24 de setembro ainda não está completamente resolvido. Em visita ao Diário da Manhã ontem, Leno Silva apresentou a versão dos fatos conforme também relatou em entrevista coletiva à Agência Goiana de Imprensa (AGI).
Para contextualizar o episodio o jornalista afirma que foi à sala do prefeito para explicar sobre uma operação do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer) na cidade. No entanto, um segundo assunto foi inserido na conversa acerca de uma crítica que o jornalista publicou nas suas redes sociais sobre a devolução de um montante da Câmara Municipal à prefeitura do município referente a dezembro de 2014 ainda não teria sido aplicada à construção da nova sede do legislativo.
Leno Silva relata que o valor de mais de R$1 milhão e 400 mil reais que teriam sido devolvidos ou aplicados na construção ainda não estava sendo colocado em prática. O jornalista disse que a devolução na época foi uma “novelinha” já que seria retornado aos vereadores. Conforme pondera na próxima semana o jornalista pretende formalizar a denúncia sobre o caso.
O jornalista acrescenta que o prefeito o indagou sobre essa crítica publicada nas redes sociais. “Em outras palavras o prefeito queria direcionar minha linha editorial dizendo também que eu deveria amenizar as críticas”. A partir dessa posição, Leno Silva não aceitou a interferência no seu produto jornalístico já que é responsável pelo jornal ‘Alô Canedo’.
Segundo ele, o prefeito, Misael de Oliveira não recebeu de forma amigável e discussão teria iniciado, momento em que o gestor do município teria exaltado o comportamento. Sem um diálogo assertivo, Leno Silva afirma que saiu da sala e bateu a porta e, neste m momento Misael de Oliveira teria saído atrás lhe puxando pelo braço, onde deixou hematomas e camiseta rasgada. “Ele em certo momento tateou a cintura do segurança buscando alguma coisa no cara que eu imagino ser uma arma e ainda indaguei se ia me dar um tiro. Ele acabou me falando que ia me ensinar como o pessoal da Macambira funciona”.
O jornalista ainda relata que tomou as medidas legais com exame de corpo de delito e registro de Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por ameaça e agressão. Leno Silva diz que mantém a paz com as demais pessoas, mas que tem receio. Após o ocorrido Leno Silva se afastou das redes sociais e foi buscar orientação na AGI e o aconselhou a dar publicidade ao caso até por uma questão de resguardo.
Leno Silva ressalta que Misael de Oliveira ligou para o presidente da AGI na manhã de ontem para dizer que reconhece o seu trabalho em Senador Canedo garantindo também que não haverá desdobramento do caso. “Estou disposto, através da AGI, não dar continuidade com a situação. Quero continuar com o meu trabalho e a investigação também, pois minha função é perguntar e a dele é responder. Só quero saber porque depois de nove meses ainda não foi feito nem a licitação do projeto da obra da Câmara”.
Versão do prefeito
Diferente da versão do jornalista, Misael de Oliveira disse ao Diário da Manhã que Leno Silva esteve em sua sala cobrando pagamento da agência que mantém a mídia da prefeitura e, que consequentemente, é responsável por repassar o pagamento. O prefeito afirmou que a sua prioridade naquele momento era efetuar o pagamento da folha do quadro de pessoal e que, posteriormente, seria repassado à agência. “Se ele for um homem de verdade que ele realmente conte a verdade”.
Misael de Oliveira acrescentou que o jornalista se retirou de sua sala e bateu a porta, atitude que ele considera um desrespeito e desaforo. O prefeito confirmou que saiu atrás de Leno Silva para tirar satisfações de sua ação. “Não levo desaforo pra casa e não aceito que haja desrespeito com minha pessoa e nem no ambiente de trabalho. Exijo respeito”. O prefeito não negou que realmente puxou a camisa do jornalista, mas afirmou que não houve agressão. “Não aceito esse abuso e pra mim esse assunto está encerrado”.
Misael de Oliveira relatou que tentou conversar com o jornalista quando foi atrás do mesmo, porém não obteve êxito. Conforme explicou, não houve motivos para chegar a essa dimensão dos fatos. “A única coisa que quero é respeito e naquele dia minha prioridade era o pagamento do pessoal assim como o fiz”.
