Esportes

Indignação

Redação DM

Publicado em 12 de outubro de 2015 às 23:14 | Atualizado há 11 anos

O Brasil entra em campo hoje buscando a sua reabilitação nas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia 2018, após estrear com derrota fora de casa para o Chile.

Diante da torcida cearense, os comandados de Dunga buscam a primeira vitória na competição, sobre a Venezuela, em partida válida pela segunda rodada da competição a partir das 22h.

Antes do último treino para o jogo desta noite, o técnico Dunga e o lateral Daniel Alves concederam entrevista coletiva.

Questionado sobre como esse grupo atual reage às dificuldades, o treinador foi o mais protetor possível. Garantiu que há indignação entre os jogadores pelos maus resultados de um ano para cá, mas admitiu que era diferente em sua época.

– Talvez a reação deles não seja igual. Para o torcedor, a reação mais sanguínea era a nossa, e isso pode ter outro significado para quem está fora. Mas eles têm indignação. Estamos cobrando para que haja cobrança entre eles. Eu era um pouco exagerado, eles são mais tranquilos.

O treinador não confirmou – nem negou – que os testes realizados nos treinos, as entradas de Filipe Luís e Lucas Lima nos lugares de Marcelo e Oscar, vão se concretizar na partida. E disse que a comissão técnica não consegue dormir até encontrar uma solução para melhorar o Brasil.

– Nós queremos carinho, mas o torcedor também quer um pouco de alegria, e nós temos plena consciência disso. Eu e minha comissão técnica não dormimos muito bem. Tentamos buscar algo porque o futebol sempre foi uma das alegrias do povo. O Tom Cavalcante (humorista) esteve no hotel ontem e disse que o Brasil precisa de humor, uma alegria para o torcedor sorrir um pouco. Eu não sou muito de dar risada, mas também gosto – disse Dunga, precedido por uma rara expressão pública de leveza.

Sentado ao lado de Daniel Alves enquanto o lateral-direito afirmou que a seleção está pagando o pato pela revolta política do povo brasileiro, Dunga comentou sobre outra conta que o atual grupo, mesmo aqueles recém-chegados ainda paga: o da derrota por 7 a 1 para a Alemanha.

– A conta não é nossa, mas estamos aqui e temos que pagá-la, e tentar achar uma forma de solucionar isso. Não é fácil, mas não é impossível pela qualidade dos nossos jogadores. Quando os resultados não vêm, é normal essa cobrança. Por tudo que vem acontecendo no futebol mundial, no Brasil e no mundo, nós, latinos, focamos essa cobrança no futebol.

Temos responsabilidade pelo que aconteceu na Copa do Mundo e não podemos nos entregar.

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