Esportes

Há vida sem Neymar

Redação DM

Publicado em 9 de outubro de 2015 às 07:31 | Atualizado há 11 anos

Apesar da derrota, a estreia da seleção brasileira, naquelas que se antecipam como uma das eliminatórias sul-americanas mais equilibradas das últimas Copas, foi melhor do que eu esperava. A seleção chilena não chega a ser um esquadrão assustador, mas o título da Copa América e a presença do criativo técnico argentino Jorge Sampaoli, à frente de um time que possui jogadores de talento, como Sanchez, Vidal, Vargas e, por que não dizer, Valdívia (quando está fisicamente bem), me levavam a temer por um perigoso fiasco na primeira rodada. Não aconteceu.

Após início cauteloso, quando se trancou diante do toque de bola chileno, a equipe de Dunga foi ganhando confiança, avançando a marcação e até tomando conta da partida. Ao final do primeiro tempo, tinha mais posse de bola e criara algumas boas tramas de ataque, graças a triangulações de William, Oscar e Douglas Costa, com Hulk aparecendo bem no meio e Marcelo, no apoio, pela esquerda. É verdade que, após a entrada de Gonzalez, no lugar de Silva, o Chile também se tornou perigoso, a ponto de Sanchez acertar a trave. No cômputo geral dos 45 minutos inicias, o Brasil se portou bem e foi até um pouco melhor.

Após o intervalo, com a torcida chilena cantando e exigindo a vitória, o jogo se tornou aberto e, se os chilenos pressionavam a baliza de Jefferson, a ponto de, aos 11 minutos, Isla acertar novamente a trave, os brasileiros respondiam com contra-ataques.

Aos 27, numa bola cruzada, após cobrança de falta, Vargas se antecipou à zaga brasileira e marcou — Jeferson falhou, ao tentar espalmar com um tapa e a bola passou entre as suas mãos. Dunga trocou Hulk por Ricardo Oliveira e Luís Gustavo por Lucas Lima. O empate não saiu, a seleção tomou o segundo gol. Mesmo perdendo, provou que há vida sem Neymar. Há esperanças.

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