Homenagem como pioneiro de Brasília
Redação DM
Publicado em 7 de outubro de 2015 às 21:52 | Atualizado há 11 anosRecebi a notícia de que, por iniciativa do advogado Antônio Soares Neto, na redação Diário da Manhã, eu serei homenageado no próximo dia 8 como um dos pioneiros na construção de Brasília. Nestes 55 anos da inauguração da Nova Capital do Brasil, considero nosso “Toniquinho JK” como o pioneiro número um de Brasília, pois, com sua histórica pergunta ao candidato à Presidência, em seu primeiro comício de campanha em Jataí, soube catalisar e despertar no então candidato Juscelino Kubitschek a inclusão, como meta prioritária em seu plano de governo, a interiorização da Capital Federal para o Planalto Central, através da construção de Brasília. A pergunta surpreendeu o candidato e a resposta foi a promessa de, em obediência à Constituição, a inclusão prioritária da mudança da Capital, em seu plano desenvolvimentista de governo. Foi um compromisso temerário naquela época, demandando emprego de recursos de toda ordem para a logística de cumprimento de suas metas. Dentre estes recursos, era necessário implementar e dinamizar o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem – DNER, a construção e conclusão das principais rodovias radiais necessárias à integração socioeconômica e a segurança nacional. Naquela ocasião eu já era pioneiro do DNER no Brasil desde 1948 e passava por Jataí, onde foi instalada a Residência 12-3, chefiada pelo engenheiro Abel de Carvalho, subordinada ao 12º Distrito Rodoviário Federal, com sede em Goiânia, cujo chefe na época do início da construção de Brasília era o engenheiro Biolkino Antônio da Silva Pereira. Até então a maioria das estradas federais eram construídas por administração direta do DNER, como foram os trechos entre Anápolis-Porangatu, Jataí-Alto Araguaia, Jataí-Canal de São Simão, Goiânia-Itumbiara, Goiânia-Anápolis e muitos outros trechos sob jurisdição do 12º DRF de outros distritos rodoviários. Como pioneiro desde meus 14 anos de idade, me integrei no rodoviarismo brasileiro. Em 1950 tive oportunidade de trabalhar na antiga Cerg – Comissão de Estradas de Rodagem de Goiás, na conservação da estrada Goiânia-Rio Verde, subordinado direto ao sr. Virgílio José de Menezes, pai do jornalista Walter Menezes, ex-presidente da Associação Goiana de Imprensa – AGI.
Concluindo, agradeço ao nosso Toniquinho JK, ao jornalista Batista Custódio e a todos que me enxergaram como alguém que, embora modestamente, teve alguma participação no desenvolvimento da nossa terra. Quero também dizer aqui que, ao receber a notícia desta homenagem, fui apanhado de surpresa e reagi, não como reagiu o candidato Juscelino Kubitschek em Jataí à pergunta de Toniquinho JK, mas como o personagem Sassá Mutema, vivido pelo ato Lima Duarte na novela global de 1989, O Salvador da Pátria: é “IÊU”??
O meu muito obrigado a todos!
(Barsanulfo Pereira Gomes, diretor regional da Assossiação dos Servidores Federais em Transportes – Asdner – GO, servidor do Dner aposentado)