Cotidiano

‘Europa demorou a reagir à crise de refugiados’, diz Hollande

Redação DM

Publicado em 7 de outubro de 2015 às 08:58 | Atualizado há 11 anos

BRUXELAS — O presidente francês, François Hollande, disse nesta quarta-feira que a Europa demorou a dar importância à entrada sem precedentes de refugiados no continente. Diante do Parlamento Europeu, em um discurso conjunto com a chanceler Angela Merkel, Hollande pediu a criação de uma Guarda Costeira que reforce o controle das fronteiras do bloco e falou sobre a recessidade de dar continuidade ao sistema Schengen.

— A Europa demorou em compreender que as tragédias no Oriente Médio e África teriam consequência para ela — disse Holande, ao lado de Merkel.

Em seguida, foi a vez da chanceler alemã, que destacou a necessidade de uma “abordagem europeia” em resposta à a crise migratória e se mostrou solidária às centenas de milhares de pessoas que fogem da guerra em seus países e tentam uma vida melhor na Europa, principalmente na Alemanha.

— Ninguém deixa seu país com o coração leve — disse Merkel.

OPERAÇÃO SOPHIA

Nesta quarta-feira, a UE começou a segunda fase de uma operação naval europeia no Mediterrâneo contra os traficantes de pessoas. No entanto, a missão não poderá se estender para águas líbias, onde opera a maioria das “máfias do mar”. A operação antes de chamava Eunavfor Med, mas foi rebatizada de Sophia em homenagem a uma bebê que nasceu em um navio que resgatava imigrantes.

O porta-voz da operação, o capitão Fabio Iannello, disse à AFP que está tudo está pronto para dar início à nova fase, que consiste em ações de de busca, resgate e captura das embarcações suspeitas de ações criminosas. Segundo Iannelo, pelo menos seis navios de guerra europeus já se encontram em águas internacionais, em frente à costa da Líbia.

A frota inclui ainda o porta-aviões Cavour, da Itália, a fragata francesa Courbet, duas embarcações alemãs, uma britânica e outra espanhola. Também serão usados navios das Marinhas eslovena, britânica e belga, os quais completarão a frota no final de outubro com quatro aviões e 1.318 soldados.

A primeira fase da operação entrou em vigor no final de junho, mas até agora tinha apenas monitorado as redes criminosas em águas internacionais, além do resgate de imigrantes. Também está prevista uma terceira fase, ainda sem data, que inclui ações contra traficantes nas águas que pertencem ao território líbio, com o objetivo de destruir os barcos antes de eles iniciarem a viagem. No entanto, ainda é preciso uma autorização para as forças europeias atuarem na área do país.

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