11ª Conferência Brasileira sobre Melanoma
Redação DM
Publicado em 12 de agosto de 2015 às 23:18 | Atualizado há 11 anosJohny Cândido,Da editoria DMRevista
A Sociedade Brasileira de Dermatologia de Goiás (SBD-GO) realiza pela primeira vez no Centro-Oeste, entre hoje (dia 13) até 15 de agosto, a 11ª Conferência Brasileira sobre Melanoma. O evento acontecerá no Centro de Convenções de Goiânia. A conferência tem como presidente o médico oncologista do Hospital Araújo Jorge Flávio Cavarsan. O evento discutirá temas importantes como o dia a dia no consultório e a excelência no tratamento do melanoma. A 11ª Conferência Brasileira sobre Melanoma em Goiânia contará também com a participação de vários palestrantes internacionais, e é uma realização do Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM) com o apoio da SBD-GO, representada pelo presidente, o dermatologista Adriano Loyola.
A conferência tem por objetivo aprimorar, atualizar e disseminar os conhecimentos científicos sobre o melanoma cutâneo no meio especializado brasileiro, além de trocar experiências entre especialistas brasileiros com os destaques internacionais no assunto. “Esse encontro é uma educação médica especializada continuada e sem dúvida trará benefícios incontestáveis para os pacientes sem esperança com doença metastática,” afirma Cavarsan.
Para discutir novas perspectivas de tratamentos, pesquisas e novas condutas respaldadas pela comunidade científica, trazendo benefícios diretos e indiretos aos pacientes, estarão presentes importantes destaques internacionais, como o oncologista clínico americano Sanjiv Agarwala; a dermatopatologista americana Jane Messina; o cirurgião oncológico americano Merrick Ross; o dermatologista italiano Giovanni Pellacani e a dermatologista suíça Simone Goldinger, além dos cirurgiões oncológicos, dermatologistas, oncologistas clínicos, dermatopatologistas e cirurgiões plásticos, especialistas no cenário nacional que atuam em câncer de pele, especialmente o melanoma.
Programa Nacional de Combate ao Câncer da Pele
Anualmente, a SBD Goiás celebra o “Dia Nacional de Combate ao Câncer da Pele”, data criada a fim de solidificar as ações da instituição contra a doença, e parte das ações do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele (PNCCP), instituído pela entidade em 1999. Este ano, este programa iniciará no dia 12 de outubro, com um tour de prevenção que percorrerá as principais capitais, orientando sobre sua prevenção e diagnosticando o câncer de pele, finalizando com a Campanha Nacional do Câncer da Pele em 7 de novembro em todo o Brasil.
Segundo Adriano Loyola, presidente da SBD Goiás, a exposição ao sol de forma inadequada pode trazer inúmeros prejuízos à saúde, além de ser responsável pelo câncer de maior incidência no Brasil, o câncer de pele. “E este pode se assemelhar a pintas, manchas ou outras lesões benignas. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele, mas é importante estar sempre atento aos sintomas”, ressalta Loyola.
Sintomas do câncer de pele
Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida e que sangra facilmente;
Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
Veja a metodologia indicada pelo dermatologista Adriano Loyola para reconhecer as manifestações dos três tipos de câncer de pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos de uma pinta, basta seguir a Regra do ABCD. Mas, em caso de sinais suspeitos, procure sempre um dermatologista, sendo que nenhum exame caseiro substitui a consulta e avaliação médica.
Regra do ABCD
Avaliar nas pintas as seguintes alterações:
A (de assimetria, ou seja, lesões com formato irregulares);
B (de bordas mal definidas);
C (de coloração, por causa da variedade de cores que pode apresentar – marrons claras e escuras, preta, avermelhadas, azuladas);
D (de diâmetro, em geral, maior do que 6mm).
Entre os 3 tipos de câncer de pele, o melanoma é o mais maligno e agressivo se não diagnosticado precocemente. É um tipo de câncer que se desenvolve nos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele. Trata-se de uma lesão maligna potencialmente grave, que pode surgir na pele, nas membranas mucosas, nos olhos e no sistema nervoso central, com grande risco de produzir metástases e com altas taxas de mortalidade nos estágios mais avançados. Entre os principais fatores de risco para a doença destacam-se a pele clara, a exposição exagerada ao sol, história anterior de câncer de pele na própria pessoa ou em algum membro da família, nevos (pintas) displásicos congênitos.