Brasil

O câncer, como convier – II

Redação DM

Publicado em 7 de agosto de 2015 às 22:24 | Atualizado há 11 anos

Admoestado por esta luta há 12 anos, sinto-me hoje um esperto e conhecedor sensível dos sintomas da moléstia. Aprendi a aprender que a convivência diuturna, cinge-se, tão somente, a conviver com ele durante todo o tempo, respeitando-o. A propósito da matéria publicada no final do ano passado, dali para cá, desafios outros sobrepusera à minha mente. Tenho a garra de que sempre tive. Na obra de Deus, na responsabilidade civil, na convivência familiar. Tenho ainda a dedicação e força de suportá-lo nos momentos de crises. Deste modo, convivo como se irmãos fossem. Adaptei-me com esta filosofia de comportamento à mente. Mesmo porque a consciência repousada no íntimo do meu cérebro está a alimentar reflexos do fenômeno quando metastático. Eis pois desafiar as fronteiras do mundo. Sabe-se que as pesquisas e os estudos com o viso de conquistar novos horizontes para a humanidade, aceleram os trabalhos dos cientistas de grandes laboratórios internacionais. Observe-se que nesta seara convergem-se muitas expectativas, agora e adiante, mormente ao avanço desmesurado das ciências médicas. Neste diapasão assevera render aos portadores de neoplasia maligna o conforto disciplinar de viver a vida neste quadro, como se equilibrasse a equação, por analogia, aos casos de hipertensos ou diabéticos, controlados com drogas específicas. O estado metastático é bem diferente de tumor localizado, que em sua maioria, pode ser extirpado e curado, desde que acudido logo a princípio. É pertinaz afirmar que o organismo que se encontra ávido da doença não responde a mesma resistência como dantes era. Basta crer que a baixa imunidade reinante quando em tratamento prolongado, fragiliza-se o paciente em potencial para absorver outras enfermidades existentes no ambiente a que labuta. A prática regular de exercícios físicos, especialmente caminhados diárias, remete ao organismo uma contribuição fantástica para o relaxamento do corpo, da mente, além de controlar o metabolismo e a auto-estima. Aliados a tudo isso, em 2013 eu fora colhido de surpresa com um abscesso (furúnculo), posteriormente ganhando força de uma fístula complexa onde me causara desconforto por estes dois anos. Seis intervenções foram empreendidas sob o conspícuo e competente cirurgião Helio Moreira Junior, do IGG, que, cuidadosamente sem comprometer outro viés, me dissera na consulta de ontem ter conseguido a cura definitiva da lesão. Brotaram-me, espontaneamente, as lágrimas. Lágrima do conforto de quem se sagrara vencedor mais uma vez da faceta do episódio, que nada tem a ver com o foco principal. Muito embora não deixe de tê-lo em face de fragilidade do organismo incauto. Reprise-se que a convivência não se circunscrevera só por aí. Duas outras intervenções foram realizadas, neste interstício para reparar síndrome do sítio primário, no pescoço e no pulmão, bem sucedidas. O privilégio de viver bem, estar lúcido, trabalhando e prosperando na confiança da profissão, ostenta-me a saúde sob os cuidados do oncologista clínico Luís Onofre Rezende de Carvalho, do CGO, há cinco anos, bem controlado. Ainda bem que me despertara a audácia de cercar de meritórios expoentes da medicina do Centro-Oeste, quiçá do Brasil.

 

(Davi Carlos Fagundes, cidadão goianiense, advogado especialista em direito público “Lato Sensu”, membro da Comissão do Advogado Publicista da OAB-GO e fundador do Comitê de Contabilidade Pública do CRC-GO)

 

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia