Política

Paulo Garcia: “Se depender de mim, PT e PMDB seguem juntos”

Redação DM

Publicado em 28 de julho de 2015 às 22:24 | Atualizado há 11 anos

 

O prefeito Paulo Garcia afirmou que vai se esforçar para que PT e PMDB mantenham a aliança para a disputa em Goiânia, ano que vem. “Se depender de mim, PT e PMDB seguem juntos na sua sucessão em 2016”. Os peemedebistas estão com “cara virada” para os petistas desde as eleições do ano passado, quando Iris Rezende e Antônio Gomide disputaram o governo do Estado. O apoio de petistas a Iris só veio no segundo turno daquelas eleições.

O prefeito petista lembrou que, na sua equipe de governo, o PMDB é “protagonista”, pois exerce importantes cargos, com Andrey Azeredo (Trânsito, Transportes e Mobilidade), Carlos de Freitas (Procuradoria-Geral do Município), Fernando Machado (Saúde), Paulo Borges (Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Ciência e Tecnologia), José Geraldo Freire (Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores), Murilo Ulhôa (Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo), Sebastião Peixoto (Agência Municipal de Turismo, Eventos e Lazer), Ubirajara Abud (Unidade Executora do BRT), além do vice-prefeito Agenor Mariano.

O prefeito reconheceu que uma eventual participação do DEM de Ronaldo Caiado na coligação afasta o PT do PMDB de Iris Rezende. “PT e DEM não se misturam. O PMDB, se quiser manter a aliança com o PMDB, deve afastar-se dos democratas”.

A relação entre petistas e peemedebistas foi abalada, em nível estadual, com a decisão do partido de Paulo Garcia de lançar a candidatura do ex-prefeito de Anápolis Antônio Gomide ao governo de Goiás, nas eleições do ano passado. O DEM aproveitou o vácuo, aproximou-se do PMDB e lançou a candidatura de Ronaldo Caiado ao Senado, na coligação que teve Iris Rezende como candidato ao governo. Caiado ganhou e Iris perdeu.

Em Goiânia, a aliança entre PMDB e PT começou em 2008, quando os partidos lançaram a chapa Iris Rezende a prefeito e Paulo Garcia a vice-prefeito. Em 2010, com a renúncia de Iris, para concorrer ao Palácio das Esmeraldas, Paulo Garcia assumiu o cargo de prefeito, sendo reeleito em 2012, com apoio do PMDB, que indicou Agenor Mariano a vice.

Antes de 2008, a relação entre PT e PMDB sempre foi conflituosa, desde a fundação do partido de Lula, em 1980. Os partidos não se entendiam, não se coligavam e o próprio Lula chegou a irritar Iris Rezende, quando em visita a Goiânia, na década de 90, criticou as casas construídas pelo peemedebista. “Parece caixa de fósforo, não oferece dignidade a ninguém”, disse o ex-presidente Lula.

Na eventualidade de afastamento definitivo com o PMDB, o PT já se movimenta para lançar candidato próprio à Prefeitura de Goiânia. Quatro nomes estão sobre a mesa petista: Adriana Accorsi, Humberto Aidar, Luis Cesar Bueno e Edward Madureira.

Agora surge uma novidade: o empresário Vanderlan Cardoso admite procurar o PT para formatar chapa às eleições de Goiânia, com ele próprio candidato a prefeito e um petista a vice.

Secretariado

Depois de retornar de uma viagem ao Vaticano, quando participou, na presença do papa Francisco, de um seminário sobre meio ambiente, o prefeito Paulo Garcia reuniu, ontem, o secretariado, no Paço, para determinar novas diretrizes de sua administração. Sustentabilidade foi uma das suas bandeiras na campanha de 2012.

O presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) e coordenador geral da Unidade Executora de Projetos (UEP) do Paço Municipal, Nelcivone Melo (PT), foi anunciado para coordenar o Programa de Desenvolvimento Urbano Sustentável de Goiânia.

Ele será o responsável por acelerar a implantação dos projetos de desenvolvimento sustentável em todas as secretarias da administração da capital. O prefeito preferiu não criar nova pasta, sob a justificativa de evitar gastos e despesas.

Nelcivone Melo integra o secretariado de Paulo Garcia desde abril de 2010, quanto o prefeito assumiu o cargo, com a renúncia de Iris Rezende. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG) em 1976, o petista foi presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás (Simego), Tesoureiro da Central Única dos Trabalhadores em Goiás (CUT Goiás) e vice-presidente da Associação Médica de Goiás (AMG).

Comurg

Paulo Garcia confirmou, também, que fará mudanças na gestão da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) para cortar despesas e reduzir a quantidade de servidores comissionados. O prefeito evita falar em “intervenção”, mas admite que os cortes serão profundos, com alterações na forma de contratações de empresas para terceirização de serviços de coleta de lixo, iluminação pública e aterro sanitário.

 

 

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