Economia

Bovespa atinge menor nível em mais de 4 meses

Redação DM

Publicado em 25 de julho de 2015 às 02:55 | Atualizado há 11 anos

Helvécio Cardoso,Da editoria deEconomia

A Bovespa fechou em baixa, ontem, pela sexta vez consecutiva. De manhã, a Bolsa abriu com ligeira alta, de 0,05%, com o Ibovespa a 49.831 pontos. Mas começou rapidamente a cair. Notícias de que algumas agências de classificação de tinham rebaixado a nota do Brasil deprimiram os negócios. Assim, por volta das 13h, a taxa caia a 2,35%, com o Ibovespa descendo do patamar de 49 mil pontos, atingindo 48.639 pontos. A partir daí, porém, a coisa melhorou e as cotações voltaram a subir. A Bolsa, em todo caso, fechou em baixa de 1,13%, com o Ibovespa retornando ao patamar dos 49 mil pontos, fechando em 49.245. Apesar da baixa, o dia de ontem foi melhor do que o de quinta-feira, quando a taxa de desvalorização ficou abaixo de 2%.

No pregão de ontem, o volume negociado foi de mais de 6,75 trilhões de reais, com 1,034 milhões de negócios fechados. Todos os índices da Bolsa fecharam em baixa, exceto o BRDx, que negocia recebíveis de empresas transnacionais com ações nas principais bolsas do mundo.

Perto do fechamento, as ações da Petrobras caíram mais de 2%, em meio à debilidade dos preços do petróleo e com investidores, segundo a Agência Globo, na expectativa do resultado de reunião do Conselho de Administração da estatal, que deve abordar seu plano de desinvestimentos, com a provável venda de ativos. Funcionários da Petrobras iniciaram greve de 24 horas, ontem, contra o processo de venda de seu patrimônio colocado em curso. Para a empresa, não houve até agora prejuízo à produção de petróleo e gás.

As ações da Vale perdiam cerca de 2%, após números negativos da indústria chinesa, com os preços futuros de minério de ferro na China recuando e completando a quarta queda semanal, pressionados pelo aumento na oferta das principais mineradoras globais e demanda fraca. As ações dos bancos também recuaram: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander também operaram em queda, diante da apreensão acerca do efeito dos cortes nas metas fiscais para a nota de risco do País. A avaliação de que o setor está com múltiplos elevados, combinado com preocupações sobre inadimplência, reforçava a pressão antes da divulgação de balanços, apesar de expectativas ainda favoráveis para margens, segundo a Reuters.

Já o dólar fechou na BM&F com alta de 1,55%, cotado a 3,34 reais, a maior valor desde 2003. Na máxima do dia, a divisa chegou a R$ 3,35. Ao longo da semana, o dólar subiu 4,79%. No mês, o dólar acumula alta acumulada 7,66%. Este ano, a moeda americana já subiu 25,89%.

Mas a Bolsa de Mercadorias $ Futuros não é o único lugar onde se negocia dólar ou contratos referenciados em dólar. No Banco Central do Brasil, que opera no mercado de câmbio até as 13h, a divisa teve cotação menor. A Ptax do dólar fechou em 3,3248 para compra e 3,3354 para venda. O Euro também segue valorizando. Pela Ptax, a moeda europeia fechou em 3,6587 para compra e 3,6604 para venda.

 

 

 

 

 

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