Economia

Goiânia está entre cidades com maior valorização no setor

Redação DM

Publicado em 24 de julho de 2015 às 01:37 | Atualizado há 11 anos

Goiânia figura entre as seis cidades que apresentaram valorização real para venda de imóveis, nos primeiros seis meses deste ano. Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestres, o preço médio na Capital goiana passou de R$ 3.759 para R$ 3.839, um aumento de 2,12%, acima do IPCA acumulado para o segundo trimestre de 2015, que é de 2,01%. Outras cinco cidades tiveram crescimento: Natal (+4,59%), Fortaleza (+3,24%), Joinville (+2,17%), Niterói (+2,08%) e Sorocaba (+2,04%). Os dados são do Portal VivaReal, que considerou 30 cidades em diferentes regiões do País e mais de 3 milhões de imóveis usados disponíveis para compra ou aluguel.

No mesmo período, Goiânia também ficou entre as cinco cidades que apresentaram valorização real no preço por m² para aluguel. Em primeiro lugar ficou Fortaleza, com 3,70% de valorização, seguida por Brasília (+3,66%), Natal (+2,56%), Curitiba (+2,14%) e Goiânia (+2,03%), porcentual acima do IGP-M acumulado, de 1,88%.

Se comparado o preço médio do m² deste segundo trimestre de 2015 com o mesmo período de 2014, também houve valorização, pois o preço subiu de R$ 3.421 o m² para R$ 3.839 o m², uma alta de 12,21%, bem acima dos índices inflacionários. O desempenho também está acima da média nacional, de 4,48%, com elevação do preço médio de R$ 4.545 o m² para R$ 4.749 o m².

O diretor de Pesquisas da Ademi-GO e diretor de Incorporação da EBM Desenvolvimento Imobiliário, Fernando Razuk (foto), afirma que os preços em Goiânia estão sempre em crescimento e que o mercado local pratica um dos preços médios por m² mais baixos do País, o que confirma sua perspectiva de continuar em ascensão. “Apesar da crise, o investimento imobiliário continua um bom negócio. Quem comprou imóvel e alugou no ano passado está fazendo as contas dos lucros. Soma-se o valor dos aluguéis à valorização acumulada no ano, o resultado é um investimento com rentabilidade muito acima dos fundos DI, que têm sua rentabilidade vinculada à taxa Selic”, comenta.

Conforme previsto por Razuk, os aumentos nas taxas de juros de financiamentos imobiliários anunciados pela Caixa, que variam de 0,5 a 1% ao ano, foram pouco expressivos e não inibiram quem realmente tem necessidade de adquirir um imóvel. “Afinal, os juros de financiamentos imobiliários continuam um dos mais baixos do País e são muito atraentes, principalmente quando comparados aos juros de cartão de crédito, que bateram 220% ao ano no último mês de abril, o maior valor nos últimos 20 anos.”

 

Mudança de cenário

De acordo com levantamento realizado no mês de junho pelo Imovelweb, um dos principais portais do mercado imobiliário do País, os brasileiros têm buscado mais por imóveis à venda do que para locação, o que confirma a fala do diretor da Ademi-GO no que tange a procura por imóveis como forma de investimento, são  56% versus 44%, considerando a média nacional.

A liderança na busca por imóveis à venda, quando se faz um recorte por região, fica com o Sul e o Norte, representando 64% das pesquisas. O Sudeste e o Nordeste vêm em seguida, com 54%. Por último, está o Centro-Oeste com 52% .

Em relação ao tipo de imóvel para compra, os brasileiros buscam mais por apartamentos (61%) do que por casas (27%). Terrenos, prédios comerciais e outros tipos de empreendimentos somam os 12% restantes. Quando o assunto é locação, os apartamentos correspondem a 54% das buscas, enquanto as unidades comerciais somam 32%. A busca por “casas” representa 14% das pesquisas em nível nacional. A análise é feita a partir do banco de dados da plataforma do portal de vendas, que recebe mais de 5 milhões de visitas por mês.

Como exemplo, podemos citar a empresa na qual Fernando Razuk é diretor de incorporação, que planeja crescer, no mínimo, 10% nos próximos 12 meses. Apesar das atuais perspectivas negativas para a economia, a empresa tem se preparado nos últimos dois anos para que tenha crescimento sustentável, ainda que o cenário não seja favorável.

“Nesses momentos de mercado difícil é que as empresas mais bem preparadas têm a oportunidade de mostrar seus diferenciais. Portanto, é nesses momentos que surgem as oportunidades de crescimento”, afirma o presidente da empresa, Elbio Moreira.

 

 

 

 

 

 

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