Helio de Sousa: “Não aprovo aliança do DEM com PMDB”
Redação DM
Publicado em 22 de julho de 2015 às 23:28 | Atualizado há 11 anos
Filiado há 30 anos no DEM, que sucedeu o PFL, o deputado Helio de Sousa, presidente da Assembleia Legislativa, foi taxativo, ontem: “Não aprovo aliança do DEM com o PMDB. Iniciei minha carreira política como adversário do PMDB. Nas eleições do ano passado, fiquei distante dessa aliança e nos próximos pleitos não será diferente.”
Helio de Sousa e mais 17 prefeitos não concordam com a atitude do senador e presidente estadual do DEM de promover aliança com o PMDB de Iris Rezende, aproximação que se iniciou em 2014. “Não dou conta de conviver em um partido (DEM) que, historicamente, foi adversário do PMDB.”
Em seu quinto mandato de deputado estadual – começou em 1994, prefeito por duas vezes em Goianésia –, o médico Helio de Sousa teve sua campanha, ano passado, prejudicada exatamente pela aliança do DEM com o PMDB, quando a cúpula dos democratas praticamente o alijou da propaganda política eleitoral, no rádio e televisão, por não aceitar pedir votos para Iris Rezende. Helio sempre esteve ao lado do governador Marconi Perillo (PSDB), desde a histórica campanha de 1998, que teve o primeiro comício em Goianésia, por sugestão do ex-governador Otávio Lage e seus aliados políticos.
Em entrevista à Rádio 730/AM, o deputado democrata disse que só vai decidir sobre mudança de partido após a votação da reforma política pelo Congresso Nacional, em agosto, já que há a possibilidade de aprovação da chamada janela, oportunidade legal para a mudança de partido. “Vou esperar até setembro, ver se a janela vai ser aprovada, já que não sou candidato nas eleições do ano que vem. Por isso, não penso agora em mudança de partido.”
O deputado diz que atua na política com “idealismo, buscando o melhor para a sociedade, sem fisiologismo”. E acrescenta: “Se tiver que abrir mão da minha coerência política, prefiro afastar-me da vida pública. Se nós, do PFL, agora DEM, sempre fizemos política do outro lado do PMDB e sempre o criticamos, por que estar ao lado desse partido agora?”
Helio de Sousa ressaltou que, as bases do DEM, na maioria esmagadora dos municípios goianos, não aprova aliança com o PMDB às eleições de 2016 e 2018. “É só consultar os companheiros do DEM para constatar que não há ambiente para andar ao lado do PMDB. Basta ver as eleições do ano passado, quando eu, único deputado estadual, e 17 prefeitos mantivemos a coerência de apoiar o governo que ajudamos a eleger, no caso, Marconi Perillo.”
Ao evitar qualquer crítica ao senador e presidente estadual do DEM, Ronaldo Caiado, o deputado reconheceu que o seu partido só tem se enfraquecido em Goiás desde que se distanciou do PSDB marconista. “O que se vê no interior do Estado, principalmente, é uma desmotivação muito grande das bases do Democratas, hoje mergulhado numa crise interna. O sentimento dos companheiros, notamente, prefeitos, vereadores e membros de diretórios, não é esse impregnado pela cúpula partidária, ou seja, de rompimento com o governo que ajudamos a eleger desde 1998.”
Padre Luiz Augusto
O presidente deputado Helio de Sousa (DEM) assinou, na segunda-feira, a demissão do servidor Luiz Augusto Ferreira da Silva, conhecido como Padre Luiz Augusto.
Helio de Sousa acatou recomendação da comissão responsável pelos procedimentos previstos no Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que analisou o caso do servidor, denunciado pelo Ministério Público Estadual por receber salários sem prestar serviços na Casa.
A comissão responsável pelo PAD do servidor também recomendou, além da demissão, a restituição dos valores recebidos indevidamente por Luiz Augusto Ferreira, e a comunicação da decisão final ao Ministério Público.
O presidente da Casa já tinha anunciado que acataria a decisão da comissão. E disse que foram tomadas todas as medidas para que a denúncia fosse esclarecida, lembrando que foram percorridos todos os caminhos legais para a averiguação da situação do servidor. Helio de Sousa afirmou ainda que o mesmo procedimento será tomado sempre que acontecerem casos de igual natureza. “Desde o início da nossa gestão, estabelecemos medidas de transparência e controle de frequência dos servidores do Legislativo.”
Trabalho produtivo
O presidente Helio de Sousa fez um balanço das atividades da Assembleia Legislativa referente ao primeiro semestre da primeira sessão legislativa da 18ª Legislatura. Nos seis meses deste ano, a Casa concluiu a apreciação de 2.172 processos, entre eles, 73 projetos de lei da Governadoria, 129 projetos de autoria dos deputados, 6 processos da Mesa Diretora e 159 vetos a projetos da Casa enviados pelo governo estadual.
“Esta Casa está unida. Não conto apenas com a Mesa Diretora, mas com todos os 40 deputados. Tivemos aqui, neste semestre, muita produtividade e não deixamos nenhum processo pendente”, disse o presidente. Reforçou que, com as ações implementadas, “poderemos deixar um exemplo para as próximas legislaturas”.
O presidente disse que a Mesa Diretoria implementou mudanças institucionais importantes, que demonstram que o Poder Legislativo “realmente é um Poder”. “O trabalho desenvolvido nos dará condições de ter vida própria”.
Helio de Sousa salientou o fortalecimento técnico das comissões técnicas, principalmente a Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento, que passa a ter um corpo técnico com condições de oferecer a todos os parlamentares assessoria na análise de projetos que envolvem prestações de contas”.
Helio de Sousa informou que foi aberto um novo processo de licitação para a retomada das obras da nova sede da Assembleia Legislativa, após a rescisão do contrato que foi firmado em 2005. Segundo ele, o orçamento que foi feito naquela época não se adequa à realidade de custos dos dias atuais. “Caso a obra não seja terminada durante minha gestão, deixaremos as bases legais para que a mesma seja concluída ainda nesta Legislatura”, afirmou.