Política

PMDB diz que decisão de Cunha é pessoal e que partido continua na base

Redação DM

Publicado em 18 de julho de 2015 às 01:06 | Atualizado há 11 anos

 

Após a oficialização do rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o Planalto, o PMDB saiu a público para afirmar que a sigla continua na base do governo. Em nota, o partido diz que a decisão de Cunha é “a expressão de uma posição pessoal, que se respeita pela tradição democrática do PMDB”, mas enfatiza que qualquer decisão sobre deixar a base aliada só pode ser tomada “após consulta às instâncias decisórias do partido: comissão executiva nacional, conselho político e diretório nacional”.

O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, disse que a posição de Eduardo Cunha não altera os rumos do seu partido em relação ao Palácio do Planalto. “É uma decisão pessoal e não partidária. O partido mantêm-se leal ao governo Dilma.”

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), escolheu ficar do lado do governo, disse que é “solidário a presidente” e defendeu as apurações da Lava Jato. O governador – que esteve com Cunha e Temer em jantar oferecido pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB) – afirmou que as apurações da Lava Jato não podem “parar o País”.

 

Pezão

“Eu sou solidário à presidenta Dilma. Não estou aqui para falar pelo PMDB, falo em meu nome. A gente só consegue as coisas com muita união. A briga e a divergência têm que ser deixadas para a hora propícia, dos palanques. A gente já passou desse momento. Temos agora que governar”, disse, após discursar no encerramento do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), no Rio.

O governador, que já teve seu nome citado na Lava Jato, defendeu as investigações e afirmou que quem for culpado tem que ser punido.

Questionado se o PMDB do Rio iria rachar, como ocorreu durante a campanha – quando parte do partido apoiou a aliança com Aécio –, Pezão disse não responder pelo partido, mas conclamou a união nesse momento.

 

 

Rompimento de Cunha não atrapalha o ajuste fiscal, diz Levy

 

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou ontem que o rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, com o governo federal não atrapalha o ajuste fiscal.

Cunha acusou o governo de ter orquestrado uma campanha contra ele na Operação Lava Jato e disse que há um “bando de aloprados” no Planalto, mas se negou a responder quem seriam essas pessoas.

Para conseguir implementar as medidas de ajuste, o governo precisa submeter projetos de lei e medidas provisórias à votação no Congresso.

Para Levy, Cunha “sempre mostrou muita imparcialidade” como presidente da Câmara na condução de votações de temas relacionados ao ajuste.

Levy disse acreditar que Cunha saberá separar seu papel como presidente da casa legislativa e como parlamentar se oposição.

“O presidente Eduardo Cunha sempre mostrou muita imparcialidade. O papel dele é quase como o de um magistrado. Já era assim antes e tenho certeza de que no cumprimento das funções vai continuar igual”, disse, após participar de reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), no Rio.

 

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia