PMDB cogita chapa Iris e Mabel
Redação DM
Publicado em 17 de julho de 2015 às 00:19 | Atualizado há 11 anosO finado presidente norte-americano John F. Kennedy (1961-1964) advertia: “Eu não sei o caminho para sucesso, mas, sem dúvida, o caminho para o fracasso é querer agradar a todo mundo”. E este parece ser o erro que o PMDB pode estar incorrendo na avaliação do partido sobre as eleições de 2016. Por enquanto não é oficial, mas correm rumores da intenção de uma chapa-pura no PMDB para a sucessão municipal, que seria formada pelo ex-prefeito Iris Rezende e pelo ex-deputado federal Sandro Mabel. Segundo algumas cabeças do partido esta chapa possibilitaria o apoio tanto do PT do prefeito Paulo Garcia, quando do DEM, do senador Ronaldo Caiado. Como diria o Duque Wellington, herói de Waterllo: “Quem acredita nisto, acredita em tudo”.
No PT não há clima para cordialidade com o senador Ronaldo Caiado (DEM) após o envolvimento deste no movimento golpista que trabalha pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Nesta última semana, o que já era ruim piorou depois que Caiado criticou a administração petista em Goiânia. O prefeito Paulo Garcia fez um desafio ao presidente do democratas: “Caiado pode entender de fazenda, de discursos verborrágicos, mas conhece muito pouco de Goiânia. “Qual emenda que ele (Caiado) destinou nos últimos anos da minha administração ou do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB) à Capital?”, questiona.
Deputado federal e uma das principais lideranças do PT no Estado, Rubens Otoni já fez mais de uma declaração esclarecendo o ponto de vista do PT sobre as eleições de 2016: o partido está aberto a conversações com todas as siglas no Estado, menos com o DEM. O mesmo também disse o ex-prefeito de Anápolis – e candidato ao governo do Estado em 2014 – Antônio Gomide, esclarecendo que considera natural a aliança entre PT e PMDB em Goiás e em Goiânia, mas não vê possibilidade para uma chapa entre os dois partidos em composição com o DEM.
No PMDB, há aqueles que tem dúvidas sobre a relação do partido com Ronaldo Caiado. Muitos consideram que o apoio de Iris e do partido à candidatura de Caiado ao Senado foi mais benéfica para o DEM do que para o PMDB. A conta é simples: Caiado foi eleito Senador com os votos do PMDB, mas os votos do DEM não compareceram às urnas no segundo turno para fazer Iris derrotar a candidatura à reeleição do governador Marconi Perillo (PSDB).
Outra crítica de alguns peemedebistas é de que Caiado desagrega mais do que agrega. E, é claro, lembram que o tempo de televisão do DEM é menor que o tempo do PT, e por isto, defendem que a manutenção da aliança com os petistas.
Um outro fator pode pesar também na avaliação final do PMDB: o processo de recuperação na aprovação do prefeito Paulo Garcia. Depois de um período de turbulências, a gestão petista retomoiu o caminho das realizações, e Goiânia voltou a ser um canteiro de obras, com a construção do BRT Norte-Sul, que já está sendo executado na Avenida Goiás Norte. As obras dos corredores exclusivos de ônibus também avançam nas avenidas T-9 e T-7, assim como já podem ser vistos dos primeiros resultados do Parque Macambira-Anicuns. A tendência é de que Paulo Garcia se transforme num dos principais eleitores com a aproximação do período eleitoral.
A história que contaram ao ex-prefeito Iris Rezende não fecha nem com o PT, e provavelmente também não fecha com o DEM. Ou alguem acha que o senador Ronaldo Caiado – que ataca Dilma, Lula e Paulo Garcia um dia sim, e o outro também –, está com clima para subir no palanque de Iris tendo petistas ao seu lado?
Independente de quem será o vice de Iris, o PMDB deve definir quais parceiros quer para tentar eleger mais uma vez o ex-prefeito. Se desmerecer o ensinamento de Kennedy, o partido pode perder mais do que ganhar.