Maguito: “Expulsão de Friboi é equívoco histórico do PMDB”
Redação DM
Publicado em 9 de julho de 2015 às 01:16 | Atualizado há 11 anosO prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, é taxativo: o PMDB de Goiás comete um “equívoco histórico” ao expulsar o empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi, conforme decisão tomada pelo Conselho de Ética. “É um tremendo equívoco político e que traz consequências negativas ao partido. Percebo que o PMDB ficou fragilizado. Fica uma nódoa, uma mancha na história do partido”.
Para o ex-governador, Júnior Friboi é um empresário “qualificado” e que não merece esse tratamento do PMDB. “Júnior é homem bem-sucedido nos negócios, com projeção nacional e internacional. Ele quer atuar na política partidária para apresentar suas ideias, seus projetos e defender os interesses da sociedade goiana.”
Em entrevista à rádio 730/AM, logo após a solenidade de inauguração do Hugol, em Goiânia, Maguito Vilela disse que, ao longo de sua trajetória política, já foi traído “mil vezes”, nem por isso solicitou o expurgo de quem quer que seja. “Já disputei o governo do Estado por três vezes, o Senado uma vez e fui traído por mais de mil vezes por companheiros do partido. Nem por isso saí pedindo caça às bruxas. Quantas e quantas traições ocorrem nos partidos. Não se pode, em função disso, promover expurgos.”
Maguito Vilela sustenta que o PMDB de Goiás não poderia abrir mão de um quadro da importância de Júnior Friboi. “Ele ingressou no partido com respaldo do vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer e não merece o tratamento que recebe do partido em Goiás.”
O prefeito de Aparecida de Goiânia revelou ter conversado com o ex-prefeito Iris Rezende, antes da decisão do Conselho de Ética que expulsou Friboi do PMDB. “Iris me disse que ficaria neutro nesta questão e que acataria a decisão que fosse tomada pelo Conselho de Ética.”
O prefeito não acredita que a direção nacional do PMDB irá reverter a decisão do Conselho de Ética Estadual, caso Friboi venha a recorrer. “É difícil mudar uma situação dessa envergadura.”
O ex-governador diz que o PMDB, ao se preparar para enfrentar as eleições municipais de 2016 e as estaduais de 2018, tem que buscar “quadros novos” e não promover expurgos. “Depois de perder cinco eleições para o governo do Estado, o PMDB precisa deixar de olhar para o retrovisor, lançar um debate com a sociedade sobre qual gestão os goianos desejam. Esse debate tem que ser maduro, transparente e sintonizado com os anseios da sociedade.”
Muito cedo
Maguito Vilela evita comentar sobre qual nome o PMDB deve lançar à sucessão estadual de 2018. Para ele, o partido precisa, antes, conquistar “expressiva vitória” na disputa pelas prefeituras e câmaras municipais, em 2016. “Os diretórios municipais estão sendo renovados pela Executiva estadual. Temos que lançar o maior número possível de candidatos a prefeito nos 246 municípios goianos. Somente depois de 2016 devemos pensar em 2018.”
Um dos nomes, cogitados pelo PMDB, para concorrer ao Palácio das Esmeraldas é o filho de Maguito Vilela, o deputado federal Daniel Vilela. O próprio nome de Maguito é lembrado para concorrer a uma das duas vagas ao Senado, também em 2018.