Temer diz que Brasil vive “uma tranquilidade institucional extraordinária”
Redação DM
Publicado em 9 de julho de 2015 às 01:14 | Atualizado há 11 anosO presidente da República em exercício, Michel Temer, minimizou ontem (8) a crise política e o acirramento das divergências entre governo e oposição. Ele afirmou que o Brasil vive “uma tranquilidade institucional extraordinária”.
Esta semana, o governo e sua base aliada têm se mobilizado para defender-se de eventuais pedidos de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Na segunda-feira (6), Temer reafirmou a legitimidade do mandato de Dilma. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, a presidente afirmou que não cairá e classificou as tentativas de interrupção do seu mandato de “um tanto golpistas”.
“Por mais que muitas vezes se diga há esta ou aquela crise, o fato é que temos uma tranquilidade institucional extraordinária”, disse Temer, em breve discurso na homenagem póstuma ao ex-presidente da Câmara Paes de Andrade.
“A simbologia da figura do Paes de Andrade revela precisamente esse País que rompeu com o ciclo histórico em que a cada tempo tínhamos uma crise institucional. Hoje, temos tranquilidade, para dentro de instituições democráticas, conduzir o País”, acrescentou.
Em tom de conciliação, Temer disse, em entrevista após a solenidade, que o embate entre o governo e a oposição sobre um eventual pedido de abertura de processo de impeachment deve ser evitado e que é preciso unir as forças políticas para melhorar o Brasil. “Temos que pensar no Brasil, que fazer uma grande unidade nacional, que, mais do que nunca, é necessário um pensamento conjugado dos vários setores da nacionalidade, portanto dos vários partidos políticos para que caminhemos juntos em benefício do Brasil”. Acrescentou que não vale a pena “levar adiante” qualquer discussão a respeito do assunto.
O presidente em exercício também reiterou sua permanência na articulação política do governo. “O vice-presidente da República colabora sempre com a articulação política, aliás a sua própria função de eventual substituto, como hoje se deu em face de viagem da presidenta, revela essa necessidade de articulação política permanente”.