Política

Caiado: “Presidente segue como se estivesse em seus últimos dias de mandato”

Redação DM

Publicado em 8 de julho de 2015 às 02:04 | Atualizado há 11 anos

O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que crise que o País vive é de confiança pela ausência de credibilidade da presidente da República junto à população, ao empresariado, aos investidores e a sua própria base no Congresso Nacional.

Ao comentar a entrevista de Dilma Rousseff à Folha de S.Paulo, o parlamentar disse que a dirigente queimou uma etapa ao deixar de propor propostas para a crise que o País atravessa e focar no ataque às oposições expondo ainda mais sua incapacidade em governar o País. “A crise é a presidente. A crise é de falta de governabilidade, é de confiança. E nesse momento falta postura de Estadista à presidente. A entrevista de Dilma para a Folha segue o script de muitos que estiveram nos seus últimos dia de mandato e não tiveram a habilidade de construir uma transição. Em vez de ter a estatura de estadista nesse momento de crise, ela se coloca em uma posição de desafio, como se fosse culpa da oposição o momento que passa o País. Até um repórter que fez a entrevista tenta trazê-la para a realidade, sugere que ela reconheça seus erros, mas Dilma adota uma postura imperial. Crime de responsabilidade fiscal? Golpe. Crime eleitoral? Golpe. Omissão como presidente do Conselho da Petrobras? Golpe. Então, ela é imune a tudo?”

Caiado criticou a posição de Dilma Rousseff em tentar classificar como golpe a atuação da oposição contra seu governo. “Ninguém está atentando contra a honra da presidente. Em relação à pessoa física Dilma Rousseff, todo o nosso respeito. Agora, como gestora, o que estamos vendo é a insegurança jurídica, a falta de popularidade e suas ações que levaram ao cometimento de crimes de responsabilidade e eleitoral. Dilma foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras e deixou correr solto. Não dá para dizer que não tem responsabilidade sobre o escândalo da estatal. E as investigações estão mostrando que houve uso de dinheiro público para as campanhas eleitorais. Ela deixou de repassar recursos a bancos cometendo as ‘pedaladas fiscais'”, acrescentou o senador.

 

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia