Sexo, poder e corrupção
Redação DM
Publicado em 8 de julho de 2015 às 02:02 | Atualizado há 1 anoMesmo após mais de 50 anos dos primeiros fatos envolvendo crimes próximos do clã Kennedy, nos Estados Unidos, os assuntos ainda teimam em voltar à tona e incomodar as biografias dos envolvidos. Uma série de mortes em que a interação com a lendária família de políticos norte-americanos é a tônica principal faz com que os assuntos sejam sempre remexidos e relembrados com seus requintes de crueldade.
A atriz e modelo Marilyn Monroe – uma das mais belas de todos os tempos do cinema – e o senador Robert Kennedy tiveram as mortes mais especuladas por essa teoria da conspiração, cabendo a Bob Kennedy os últimos mexericos com possibilidade de virar filme de Hollywood. Mesmo com um lapso temporal considerável de seis anos – Marilyn morreu em 1962 e Kennedy em 1968 – os destinos se cruzam em um referencial explosivo: a alcova de amantes.
A morte da belíssima e jovem atriz Marilyn Monroe sempre foi citada como tendo sido por overdose de barbitúricos, medicamentos muito usados na década de 1960 como calmantes e sedativos, recebendo indicação de ser um provável suicídio. Entretanto, a teoria da conspiração sempre foi citada como tendo sido um assassinato puro e simples.
No início de junho último um idoso senhor de 78 anos disse em seu leito de hospital em Norfolk Geral, no Estado americano da Virgínia, que ele assassinou Marilyn. Norman Hogdes foi agente da Agência Central de Inteligência, a poderosa CIA, que nunca teve pudores em matar qualquer um, em qualquer lugar por qual motivo fosse. Normam disse que a ordem para matar Marilyn Monroe, um ícone do cinema e um dos maiores símbolos sexuais da história, foi dada por seu superior imediato na CIA. O motivo se enquadra no triângulo explosivo: a bela atriz Marilyn partilhava a alcova como amante do então presidente norte-americano, John Fitzgerald Kennedy, e também frequentava a cama do líder cubano Fidel Castro e a agência descobrira essa luxuriante e perigosa triangulação.
Injeção
A confissão do ex-agente da CIA que confessou também outras 36 mortes a mando de seus superiores por motivos políticos e do mundo da espionagem faz sentido. Segundo ele a ordem para matar Marilyn foi emitida quando se soube que a bela era também devassa e que frequentava com a mesma desenvoltura a cama do presidente norte-americano e do líder socialista de Cuba. Era natural que a inteligência militar dos EUA temesse que ela pudesse passar segredos militares ou estratégicos que tivesse conhecimento para os cubanos, então aliados da União Soviética, arquirrival dos americanos em plena Guerra Fria.
Marilyn Monroe morreu no início da madrugada de 5 de agosto de 1962, como atestaram os médicos. Norman Hogdes disse que ele entrou no quarto da bela atriz e lhe injetou uma dose poderosa de hidrato de cloral misturado com Nebuntal (pentobarbita), um anestésico que paralisa o fornecimento de oxigênio para o cérebro. A imprensa sabia que Marilyn era dependente de medicamentos e isso facilitou a disseminação da notícia de que ela morrera por abuso desses remédios.
O presidente John Kennedy prosseguiu com seu mandato e seu casamento com a também bela Jacqueline Kennedy até ser assassinado em novembro de 1963 em Dallas, no Texas. As teorias conspiratórias sobre sua morte também são motivo de especulações infinitas desde então.

Triângulo
Após a morte de JFK, Jacqueline curtiu sua viuvez glamourosa até 1968, quando foi cortejada e desposada pelo armador grego Aristóteles Onassis, um dos homens mais ricos do mundo naquele final de década de 1960. O contrato de casamento deles previa separação de bens, mas uma recompensa generosa para Jackie.
Acontece que Jacqueline, mesmo viúva de um Kennedy estava muito próxima de outro irmão do poderoso clã político norte-americano. O então senador Robert Kennedy é apontado como tendo sido amante da bela viúva, mesmo sendo bem casado e com filhos.
Bob Kennedy era candidato à Presidência dos Estados Unidos e comemorava a vitória nas eleições primárias pelo Estado da Califórnia. Na noite do dia 5 de junho de 1968, ele estava no Hotel Ambassador quando um jordaniano de 25 anos chamado Sirhan Bishara Sirhan disparou contra ele pelas costas, sendo que um dos tiros o atingiu a cabeça, penetrando no cérebro. Tempos depois Sirhan alegou que estava sendo controlado mentalmente para fugir da execução da pena de morte.
O detalhe mais sórdido que ganhou o noticiário nos últimos dias é relatado pelo escritor britânico Peter Evans em seu livro Nêmesis – Onassis, Jackie e o Triângulo Amoroso que Derrubou os Kennedy. Nessa biografia de Aristóteles Onassis, o autor relata uma confissão do armador grego a uma amiga dizendo que ele mandara realmente matar Bob Kennedy para que sua paixão e futura esposa Jackie não mais frequentasse sua cama.
Pura teoria conspiratória ou não o certo é que o próprio Robert Kennedy se declarou à época contra o casamento de Jacqueline com Onassis. Foi mais longe: disse que a união só aconteceria “por cima” de seu cadáver. O dinheiro de Aristóteles Onassis teve maior alcance para realizar o desejo de se casar com a bela viúva.