Política

Daniel Vilela: “PMDB erra em promover expurgo”

Redação DM

Publicado em 3 de julho de 2015 às 02:08 | Atualizado há 11 anos

O deputado federal Daniel Vilela diz que a direção nacional do PMDB poderá rever decisão do Conselho de Ética do partido em Goiás, que, por 4 votos a 2, expulsou o empresário José Batista Júnior, o Júnior Friboi, sob alegação de “infidelidade partidária.” Para ele, o veredito final deveria ser dado pela executiva estadual goiana, de acordo com o estatuto partidário. “Houve um equívoco do Conselho de Ética. Cabe ao conselho recomendar ou não a expulsão de um filiado, mas a palavra final é da executiva do partido.”

Daniel Vilela vê chances de Júnior Friboi conseguir a reversão da punição imposta pelo Conselho de Ética do Diretório Estadual do PMDB. “Se há equívoco na apreciação do processo, nada mais natural que a direção nacional possa mudar essa decisão, mantendo o empresário filiado ao partido.” Friboi tem dez dias úteis, a partir da decisão do Conselho de Ética, para recorrer ao diretório nacional do PMDB.

Em entrevista à Rádio Clube FM, o deputado peemedebista deixou claro que, ao sinalizar apoio a Marconi Perillo e não a Iris Rezende, no segundo turno da sucessão estadual em Goiás, ano passado, Júnior Friboi não contribuiu, de forma decisiva, na reeleição do governador. “Todo mundo sabe que Friboi não teve qualquer influência no resultado da eleição para o governo do Estado.”

Daniel Vilela disse que, depois de perder cinco eleições sucessivas para o governo de Goiás, o PMDB precisa “tirar lições, corrigir erros e estabelecer nova conduta”, tendo como foco as eleições municipais de 2016 e estaduais de 2018. “É preciso tirar os olhos do retrovisor, olhar para frente e preparar-se, com discurso, programa e projetos, para chegar às próximas eleições em condições de vencer, de forma expressiva.”

O deputado discorda da posição do líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, José Nelto, que prega “mão de ferro” na condução do partido em relação às alianças eleitorais para 2016. “Cada município tem sua peculariedade e por isso o diretório do PMDB tem que ter liberdade para fazer alianças. “Esse clima de taleban não funciona, principalmente em política.”

Para o deputado, a palavra “expurgo” deve ser riscada do vocabulário do PMDB de Goiás. “Mesmo porque se formos expulsar todo mundo que tem opiniões diferentes nas eleições, iríamos atingir muita gente. Agora mesmo, têm peemedebistas que defendem a candidatura de liderança que não pertence ao nosso partido”, numa alusão ao senador Ronaldo Caiado (DEM). “Temos que dar uma oxigenada no partido, buscar novas filiações, estabelecer alianças partidárias e atuar para conquistar o apoio da população nas próximas eleições.”

Goiânia

Questionado sobre se Iris Rezende será o candidato do PMDB à Prefeitura de Goiânia, nas eleições do ano que vem, Daniel Vilela disse que caberá ao ex-prefeito anunciar se pretende concorrer novamente ao Paço. “Depende dele, Iris Rezende, essa decisão. Iris é um exímio político, tem capacidade administrativa. Vejo vigor físico e mental em Iris. É preciso aguardar a sua decisão.”

Daniel Vilela revelou não ter conversado com Iris Rezende sobre as eleições do ano que vem. “O pleito para a Prefeitura de Goiânia está distante. O ex-prefeito tem tempo para avaliar o quadro eleitoral e se posicionar. Não é hora para tomada de decisões.”

Eleições 2018

Lembrado para uma das opções do PMDB para a disputa ao governo de Goiás, em 2018, Daniel Vilela prefere não antecipar o debate, sob o argumento de que a oposição precisa debater com a sociedade um projeto alternativo de poder. O nome do PMDB vai fluir naturalmente, no momento certo. “Fico honrado com a lembrança do meu nome para a disputa ao governo estadual, mas quero ressaltar que, no momento, o meu foco é desempenhar o meu mandato de deputado federal de forma qualificada, merecendo o reconhecimento pelo trabalho por parte da população goiana.”

Câmara Federal

Daniel Vilela elogiou o trabalho do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deu novo ritmo às ações da Casa. “A Câmara vive hoje um período de grande efervescência política, com as comissões técnicas e o plenário votando matérias que estavam engavetadas. O presidente Eduardo Cunha tem oferecido substancial contribuição ao fortalecimento da democracia no País.”

O deputado goiano disse esperar que, a partir de agora, com o ajuste fiscal, a presidente Dilma Rousseff consiga dar “novo ritmo” à administração, o que, segundo ele, reflete, positivamente, na área política. “Estamos vendo que os ministros Nelson Barbosa e Joaquim Levy propõem medidas de correção dos erros cometidos no primeiro governo de Dilma em relação à economia.”

 

 

 

 

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