Brasil

Donald Trump sobe nas pesquisas e irrita republicanos

Redação DM

Publicado em 2 de julho de 2015 às 06:33 | Atualizado há 11 anos

WASHINGTON — Apesar de seus comentários polêmicos — ou por causa disso —, o republicano Donald Trump subiu rapidamente para o segundo lugar nas pesquisas nacionais dos pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos, irritando seus colegas de partido. Do outro lado, a ascensão do magnata representa num alívio para os democratas.

Em Iowa, Trump está empatado com Ben Carson no segundo lugar, atrás do governador de Wisconsin, Scott Walker, com 11%, de acordo com uma pesquisa da Universidade Quinnipiac divulgada na quarta-feira. Em New Hampshire, um levantamento da CNN-WMUR na semana passada colocou Trump em segundo lugar atrás do ex-governador da Flórida Jeb Bush, com 11%. Trump também aparece em segundo atrás de Bush em uma nova enquete nacional da CNN-ORC, divulgada na quarta-feira.

O magnata marcou terreno na campanha até agora, protestando contra o impacto de imigrantes ilegais, principalmente do México, sobre a economia dos Estados Unidos e prometendo construir um grande muro na fronteira.

A proposta, juntamente com promessas de restringir as importações chinesas e de outras medidas protecionistas, poderia ressoar particularmente bem entre alguns eleitores irritados com a lenta recuperação econômica. Trump também tem polemizado por seus comentários que vinculam os imigrantes ao crime.

— Eu gosto do México. Eu amo o povo mexicano. Eu faço negócios com o povo mexicano, mas há pessoas que vêm através da fronteira que são de todos os cantos. E eles são ruins. Eles são realmente ruins — disse Trump no fim de semana. — Há pessoas entrando, e eu não estou dizendo apenas mexicanos, eu estou falando de pessoas de todos os cantos que são assassinas e estupradoras, e elas estão vindo para este país.

Reince Priebus, presidente do Comitê Nacional Republicano, disse a repórteres na semana passada que os comentários de Trump não ajudam nos esforços do partido para alcançar eleitores diversos. Mas, acrescentou, “nós não temos de escolher quem concorre”.


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