Política

Marconi cresce como opção à Presidência em 2018

Redação DM

Publicado em 1 de julho de 2015 às 00:21 | Atualizado há 2 anos

A citação de que o governador Marconi Perillo (PSDB) é um dos nomes do partido em condições de disputar e vencer as eleições presidenciais de 2018, dada pelo senador Aécio Neves (PSDB) no dia 15 de junho ao jornal Folha de S. Paulo, mostra que, pouco a pouco, o nome do líder goiano vai se consolidando no cenário de opções do tucanato para a disputa para o Palácio do Planalto em 2018. Mais ainda: em eventos em Brasília e São Paulo, onde tem ido constantemente desde o início do ano, Marconi tem chamado a atenção de lideranças políticas e empresariais com seu discurso moderno, desenvoltura para apresentar as informações do governo, demonstração de paixão por governar e – o mais importante – as novidades da gestão que estão virando notícia no País.

Já há alguns meses se propagam no meio político burburinhos sobre a entrada de Marconi no rol de nomes do PSDB para a disputa de 2018. O governador de Goiás é visto como uma alternativa à já velha disputa entre mineiros e paulistas pela cabeça da chapa presidencial. Empresários e lideranças políticas também ponderam que Marconi é uma alternativa de conteúdo. “Marconi tem propostas para Goiás, tem uma agenda de desenvolvimento, que, vislumbramos bem, ele persegue até que seja cumprida”, disse recentemente um empresário paulista após encontro com Marconi em evento público.

O governador tem evitado falar publicamente sobre a questão. Quando perguntado sobre sua intenção de entrar na disputa presidencial, responde com a observação de que está focado na administração estadual e que sua meta é cumprir o plano de governo. Nos bastidores, vez ou outra confessa ficar lisonjeado com as menções, porque, avalia, são o retrato do sucesso de suas quatro gestões. O governador também cuidou de se desvincular, recentemente, da tese de mudança de partido, e anunciou com todas as letras que “no PSDB só se entra, não se sai”. “Vou continuar neste partido o tempo que Deus me der vida”, afirmou durante discurso na convenção metropolitana do PSDB, em maio.

Mas como em política quase sempre vale mais a informação não confirmada e as entrelinhas do discurso, perceber a movimentação de Perillo neste 2015 é dever de casa. Não se pode, por exemplo, ignorar a constante presença de Marconi pelo eixo Brasília-São Paulo. Entre reuniões e encontros com empresários e lideranças na capital paulista, o governador frequentemente tem sido visto em jantares e eventos sociais em que estejam inseridas autoridades políticas e empresariais de peso. Em Brasília, idem. Semanalmente ele circula pelo Congresso Nacional, entre o Senado e a Câmara dos Deputados. Quando não no próprio Palácio do Planalto.

Aliás, a aproximação com a presidente Dilma Rousseff (PT) é outro ponto que merece destaque. Diante da estratégia de viabilizar sua gestão no governo estadual e garantir o repasse de recursos federais, Marconi Perillo não tem poupado elogios à petista e faz sempre questão de ressaltar o bom relacionamento institucional com a chefe do Executivo nacional. Na última reunião realizada entre o governador e cerca de 70 prefeitos, no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o tucano declarou à plateia que “só neste ano” já teria conversado com Dilma “pelo menos dez vezes ao telefone”.

No cenário de ascensão política, rotineiramente lê-se nos jornais declarações emblemáticas de apoio ao governador. Como o foi a de Jorge Gerdau, presidente fundador do Movimento Brasil Competitivo (MBC), ao dizer que Goiás é um dos Estados que mais conseguiram avançar em gestão pública nos últimos anos no País, durante evento de assinatura de termo de continuidade às ações do Programa de Modernização da Gestão Pública (PMGP) e avaliação das atividades já realizadas na primeira etapa do projeto, iniciada em 2011.

“Em Goiás tivemos uma das evoluções mais expressivas em termo de gestão nos últimos anos”, destacou Gerdau. Jorge Gerdau, que também é presidente da Gerdau S/A, uma das principais fornecedoras de aço do mundo, comentou na ocasião que os melhores exemplos do avanço de gestão de Goiás estão na área da educação, com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), mais de 20 mil professores foram formados anualmente pela Escola de Formação, adesão de 100% da rede ao currículo referência, redução de 33% da distorção idade-série, mil escolas reformadas e 51 em construção.

“Esse exemplo da educação valeu todo o esforço. Se toda a busca de eficiência nas diversas áreas não tivesse alcançado nenhum resultado, este da educação já teria bastado. Já temos uma cultura de gestão aqui. Eu preciso de mais Goiás no Brasil para que este exemplo possa contagiar a todos”, afirmou Gerdau naquele encontro com Marconi.

A interlocutores próximos, Marconi tem enfatizado que o modelo gerencial na política alavanca a economia, gerando mais empregos e fazendo com que Goiás continue frequentando os primeiros lugares nos índices de geração de emprego do País. Uma fórmula que tem provado resultados positivos.

Lide e Albert Einstein: governador é exemplo para o Brasil

Outro grande nome do empresariado nacional, João Dória Jr disse recentemente, durante abertura do 3º Fórum Brasileiro de Alimentos, que a administração do governador Marconi Perillo é “exemplo para o Brasil e para o governo federal”. “Nesses 100 dias de governo, Marconi deu o tom de sua nova administração: dinâmica, com menos secretarias e com pessoas eficientes”, afirmou o presidente do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) para uma plateia de empresários e políticos, em Goiânia.

Sem poupar elogios e estendê-los à equipe de Marconi, João Dória ressaltou o exemplo de austeridade, verdade e transparência do governo goiano. “Aqui tem resultado”, disse, ao citar um dos exemplos da nova gestão estadual, o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e da Agricultura, José Eliton Jr. Segundo Dória, José Eliton vale por cinco, num exemplo de sacrifício e doação. “Isso é governo. Os bons sabem disso”, observou.

A corrente de afagos rapidamente se propagou para fora de terras goianas. Em São Paulo, no mês de maio, o governador Marconi Perillo recebeu homenagem de Cláudio Luiz Lottenberg, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e do Hospital Albert Einstein, pelos avanços conquistados na área da saúde, desde a implantação do modelo de gestão por meio de Organizações Sociais (OSs) no Estado de Goiás.

Lottenberg homenageou o governador e a primeira-dama, Valéria Perillo, em evento privado, que reuniu cerca de 30 pessoas representativas da comunidade judaica brasileira. Entre elas estavam João Doria Júnior (Grupo Lide), o economista Andrea Calabi e o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Lafer, além de médicos, empresários e intelectuais. “Fiquei muito impressionado com a eficiência e a modernidade do modelo de gestão na área da saúde implantado pelo governador Marconi Perillo, especialmente no Hugo 1, que eu tive a oportunidade de visitar”, declarou Lottenberg na ocasião.

Em meio à boa safra de elogios, de uma coisa o governador Marconi Perillo já pode ter certeza: apoio e portas abertas no cenário nacional não faltarão. Inclusive de financiadores de campanha. A estrada até 2018 ainda é longa e os obstáculos que certamente vão aparecer serão cada vez mais árduos. Mas nem de longe parecem intimidar o tucano.

Se politicamente há a necessidade de viabilização de legenda, muito mais necessário para Marconi vai ser o cumprimento das principais promessas de campanha, até o fim desse último governo. E por aí perpassam a resolução do problema na Educação e o compromisso de fazer Goiás ser o primeiro Estado brasileiro a sair da crise econômica nacional. A partir daí, sim, o governador terá carimbo no passaporte para Brasília. Para quem conhece Marconi Perillo, talvez esse seja o maior atrativo: a sede de desafios.

 

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