Economia

Líderes europeus tentam manter a calma

Redação DM

Publicado em 30 de junho de 2015 às 00:33 | Atualizado há 11 anos

 

Helvécio Cardoso,Da editoria de Política&Justiça

The Guardian, o mais influente diário londrino, repercutiu ontem em suas páginas opiniões de alguns dos principais líderes europeus. Segundo o jornal britânico, o chanceler do Reino Unido, George Osbonre, discursando ao Parlamento ontem à tarde, afirmou que a Inglaterra tem baixa exposição à crise grega. “Por enquanto, nosso foco é o impacto da crise sobre o mercado financeiro”, disse.

Matteo Renzi, primeiro-ministro da Itália, afirmou que o plebiscito do próximo domingo, na Grécia, será uma luta entre o euro e a drácma, a antiga moeda grega, corrente no país antes da criação da União Europeia. O que o premier italiano quis dizer é que, se o povo votar pela rejeição do programa de ajuste dos credores, a Grécia será excluída da União Europeia.

Já o presidente da França, François Holland, que ficou ausente da crise na semana passada, apareceu ontem à tarde nos jardins do Palácio Eliseu para declarar que “é a democracia, o ovo grego tem o direito de decidir o que deseja para o futuro: o que está em questão é se o povo grego quer ficar na zona do euro ou assumir o risco de abandoná-la”.

Sigmar Gabriel,  vice-chanceler alemão (e social democrata), apareceu ontem ao lado de Angela Merkel em uma entrevista coletiva e foi ferozmente crítico em relação a Alexzis Tsipras. Ele disse que o premier grego ameaça toda a zona do euro.

Já o Diário de Notícias, de Lisboa, informou que o presidente da República de Portugal, Cavaco Silva,  disse esperar que os “gregos acabem por regressar à mesa das negociações”, considerando que tal será benéfico para a Europa e que um incidente financeiro grego não afetará significativamente o crescimento econômico português. Cavaco não está muito preocuado com uma eventual exclusão da Grécia da UE. “Se sair, ainda ficam l8”, afirmou.

Por sua vez, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou-se “entristecido com o espetáculo que a Europa deu no sábado”. Numa declaração dramática, aumentou a pressão sobre a Grécia para um nível sem precedentes: uma vitória do “não” no referendo de domingo na Grécia é também um não à União Europeia, disse ele ao jornal lisboeta.

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