Brasil

Corte permite que NSA guarde arquivos de ligações telefônicas domésticas temporariamente

Redação DM

Publicado em 30 de junho de 2015 às 00:22 | Atualizado há 11 anos

WASHINGTON — A Corte de Vigilância de Inteligência Estrangeiradeterminou que a Agência de Segurança Nacional (NSA) pode, temporariamente, guardar arquivos de ligações domésticas de americanos, segundo reportagem do New York Times.

O programa entrou em colapso no início de junho, quando a sessão 215 da Lei Patriótica expirou.

O WikiLeaks anunciou a publicação de vários relatórios confidenciais de inteligência da NSA que mostram que o órgão americano grampeou e espionou várias conversas dos presidentes franceses François Hollande, Nicolas Sarkozy e Jacques Chirac, entre 2006 e 2012. O atual mandatário francês convocou uma reunião do conselho de Defesa do país após as revelações.

De acordo com a organização, que não divulgou como foram obtidos os materiais, celulares dos líderes, ministros e outros altos funcionários foram interceptados por mais de seis anos. Os relatórios obtidos têm classificação de estritamente confidencial.

Entre os documentos obtidos pelo WikiLeaks, estão resumos de conversas grampeadas sobre a crise financeira de 2008, a dívida grega, a liderança da União Europeia, a relação entre Hollande e o governo alemão, nomeações de Chirac para a ONU, o envolvimento de Sarkozy com o conflito Israel-Palestina e críticas à própria espionagem americana no país.

Em uma parte da série de documentos, Sarkozy se mostrava disposto a reiniciar as conversas de paz entre israelenses e palestinos, sem o consentimento do então presidente americano, George W. Bush. Bush também foi alvo da ira do francês, que acusava em conversas o governo americano de promover gestões econômicas desastrosas que teriam desembocado na crise de 2008. Na época, a França liderava a União Europeia.

“Os franceses têm o direito de saber que seus governantes eleitos estão sujeitos à vigilância hostil de um suposto aliado”, diz um comunicado do fundador Julian Assange, citando uma parceria na divulgação com o “Libération” e agência Mediapart.

Há dois anos, Edward Snowden, ex-assessor da NSA, revelou um programa de espionagem dos Estados Unidos em relação aos próprios cidadadãos e governos estrangeiros. Acusado de espionagem pelos EUA por ter revelado a magnitude dos programas de vigilância, o ex-assessor continua exilado na Rússia.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia