ONU: Exército do Sudão do Sul estuprou e queimou meninas vivas
Redação DM
Publicado em 30 de junho de 2015 às 00:00 | Atualizado há 11 anosGENEBRA — O Exército do Sudão do Sul e milícias aliadas sequestraram, estupraram e mataram meninas vivas durante combates contra as forças rebeldes, acusou a ONU em um relatório divulgado nesta terça-feira. O governo nega que seus soldados tenham cometido abusos, mas disse que iria analisar o documento.
Investigadores descobriram que pelo menos 172 mulheres e meninas foram sequestradas e submetidas a violência sexual. De acordo com o relatório, uma delas foi “arrastada para fora de sua cabana e estuprada na frente de seus três filhos”.
A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (Unmiss) afirmou ter encontrado evidências de abusos generalizados dos direitos humanos supostamente cometidos pelas forças armadas sul-sudanesas e grupos armados associados durante os recentes combates no país.
“Sobreviventes falaram de uma campanha contra a população local que matou civis, com aldeias saqueadas e destruídas”, diz o documento. “Algumas das alegações mais preocupantes compiladas pelos especialistas em direitos humanos da Unmiss davam enfoque ao rapto e abuso sexual de mulheres e meninas, alguns das quais foram queimadas vivas em suas casas”.
Segundo a Rádio ONU, equipes da Unmiss entrevistaram 115 vítimas e testemunhas dos condados de Rubkona, Guit, Koch, Leer e Mayom, onde o Exército Popular de Libertação do Sudão (SPLA) lançou, no fim de abril, uma grande ofensiva contra forças armadas de oposição. Mais de cem mil pessoas deslocaram-se por causa da violência.