Brasil

Deputados e senadores estaduais garantem retirada de bandeira confederada da Carolina do Sul, diz pesquisa

Redação DM

Publicado em 29 de junho de 2015 às 05:45 | Atualizado há 11 anos

COLUMBIA — Uma pesquisa dos legisladores da Carolina do Sul mostra que há apoio suficiente para retirar a bandeira confederada do entorno do Capitólio estadual. Diante da iminente vitória após a pressão contra o símbolo sulista, a Ku Klux Klan resolveu fazer um protesto em torno do local.

Uma facção da KKK divulgou que a organização — hoje diminuta — pediu permissão para um protesto a ser frequentado por entre cem e 200 pessoas no local, em 18 de julho. Eles chamam, em comunicado, o jovem atirador de Charleston Dylann Roof de “guerreiro”.

Pelo menos 33 senadores e 82 deputados disseram que o símbolo deveria sair. A retirada precisa ter dois terços de aprovação do Legislativo estadual, segundo uma lei de 2000. Segundo o levantamento, esta quantidade seria atingida.

A discussão sobre a bandeira confederada, que representava o Sul escravagista na Guerra de Secessão americana, veio à tona após a morte, na semana passada, de nove pessoas em uma igreja de Charleston. Dylann Roof, um jovem branco de 21 anos, disparou contra o pastor Clementa Pinckney e outras oito pessoas durante o encontro de um grupo de estudo bíblico. Todas morreram.

A governadora Nikki Haley e os senadores pelo estado Lindsay Graham, pré-candidato à Presidência, e Tim Scott, único negro da bancada, defenderam a remoção do símbolo da escravidão nos EUA. Dezenas de senadores estaduais haviam apoiado a medida. A bandeira foi retirada à força por uma ativista, no sábado, e recolocada após sua prisão.

Outros governos estaduais, universidades e organizações se pronunciaram ativamente sobre o caso nos últimos dias, pedindo a retirada da bandeira e outros símbolos associados à história escravocrata.


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