Levy: governo brasileiro torce para que Grécia se recupere
Redação DM
Publicado em 29 de junho de 2015 às 02:08 | Atualizado há 11 anosNOVA YORK – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse na tarde desta segunda-feira em Nova York que o governo brasileiro torce para que a Grécia encontre uma solução para seus problemas financeiros.
– A União Europeia também tem interesse (na recuperação da Grécia) e tenho certeza de que a melhor solução será encontrada – afirmou a jornalistas ao chegar ao hotel New York Palace para assistir ao discurso da presidente Dilma Rousseff, que encerrou um seminário sobre oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil.
Questionado sobre possíveis desdobramentos de um calote grego para a economia brasileira, Levy afirmou que aguarda para ver como o assunto se desenrolará:
— Nós estamos observando — disse.
O ministro, que acabara de participar, ao lado da presidente Dilma, de reuniões com investidores do setor financeiro e empresários americanos, disse que foram discutidas nos dois encontros “todas as medidas importantes para retomar o crescimento”.
– [Falamos da] confiança no Brasil e da possibilidade de dialogo. Todos demonstraram muita confiança – afirmou.
Ao primeiro encontro estiveram presentes representantes de grandes fundos e bancos, como Larry Fink, da Blackrock, a maior gestora de recursos financeiros do mundo; o ex-secretário do Tesouro dos EUA Tim Geithner, atualmente presidente da empresa de private equity Warburg Pincus; e Bill Rhodes, consultor sênior do Citigroup e peça importante na renegociação da dívida brasieira nos anos 1980.
– Foi uma apresentação muito boa. Temos uma história muito longa no Brasil – limitou-se a dizer Rhodes à saída.
Em seguida, a comitiva oficial da visita da presidente aos Estados Unidos recebeu 21 empresários do setor produtivo, representantes de gigantes como como General Motors (GM), General Electric (GE), Walmart e até Ultimate Fighting Championship (UFC).
– Foi muito positivo – declarou David Cheesewright, do Walmart. – O Brasil é um dos nossos maiores negócios, temos mais de 550 lojas e empregamos mais de 80 mil brasileiros, então é um mercado importante para a gente. Estamos comprometidos com o futuro e estamos estimulados por algumas das reformas que estão em curso.