Brasil

França é recordista em cidadãos recrutados por EI e reforçou segurança

Redação DM

Publicado em 26 de junho de 2015 às 06:44 | Atualizado há 11 anos

PARIS – Não foi um golpe inesperado, pelo menos na França, em estado de alerta permanente desde os ataques jihadistas do começo deste ano, em Paris. À época, num atentado que chocou o mundo, três terroristas assassinaram 17 pessoas, 12 dela dentro do semanário satírico “Charlie Hebdo”.

O país é também o recordista entre os europeus que envia cidadãos para se unir à jihad global. Do total de cinco mil europeus recrutados pelo Estado Islâmico, segundo especialistas, mais de 1.400 são franceses — o serviço de segurança afirma que a cifra pode chegar a 1.700.

O maior perigo reside agora nos cerca de 300 que voltaram das zonas de conflito no Iraque e na Síria. A segurança foi reforçada e leis antiterror se tornaram ainda mais rígidas. Desde janeiro, cerca de 7 mil militares foram mobilizados em todo o país para proteger espaços mais sensíveis, como sinagogas, colégios judaicos e estações de transporte público. Pelo menos cinco atentados foram frustrados, o último deles em abril. Um dos alvos seria a a igreja Sacré Coeur.

A França também foi o primeiro governo a se juntar à coalizão liderada pelos Estados Unidos nos ataques aéreos no Iraque contra militantes do EI, que também tomou o controle de grande parte da vizinha Síria.

Mesmo assim, continua sob constante ameaça. Há atualmente 152 pessoas presas por atos ligados ao radicalismo islâmico, de acordo com o Ministério da Justiça francês. Entre eles, 22 detentos “refratários a qualquer autoridade” estão distribuídos em várias prisões na França e isolados.


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