Renan diz que mobilização por reforma política é inédita
Redação DM
Publicado em 26 de junho de 2015 às 00:12 | Atualizado há 11 anos
Agência Estado
Após se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que há uma “mobilização inédita” dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para que a reforma política saia do papel.
“Essa mobilização entre os Poderes é algo inédito. Uma das dificuldades que nós enfrentamos em relação às reformas do passado foi que em nenhum momento mobilizamos os Poderes da República, o que estamos efetivamente fazendo agora”, disse.
Durante a semana, Renan e outros senadores também buscaram conversar com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o assunto. Na terça-feira (23), o Senado criou uma comissão para analisar os projetos que foram votados na Câmara. A ideia é concluir parte dos trabalhos até julho, para que as medidas passem a valer já para as eleições municipais de 2016.
Para o peemedebistas, o clima turbulento atual, com crise econômica e os desdobramentos da Operação Lava Jato, não irá impedir que a discussão avance. A mesma avaliação foi feita pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que também participou da reunião sobre reforma política.
“Uma parte importante da crise política – não a responsabilidade pela crise, mas a origem da crise – está nas regras da democracia brasileira, no que se refere a eleições. Por isso a reforma política é, talvez, a reforma mais estratégica do ponto de vista de superarmos essa recorrente agenda negativa que o País vive em relação a financiamento de campanha, gasto de campanha e o desgaste que isso está trazendo para a democracia brasileira”, disse o ministro.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou, na quarta-feira (24), que a reforma política ainda não andou no Congresso por falta de participação do Executivo. Segundo Renan, ele se reunirá com Dilma Rousseff para “convidar” a presidente para participar.
“O Senado já votou várias vezes a reforma política, mas efetivamente ela não andou no Congresso porque nós nunca contamos com a participação do Executivo. E é fundamental nessa mobilização contarmos com a participação do Executivo, e nós vamos convidar a presidente para que definitivamente participe”, afirmou o senador.