Lava Jato rastreia US$ 7 milhões de propina atribuída à Odebrecht
Redação DM
Publicado em 25 de junho de 2015 às 01:27 | Atualizado há 11 anos
A Polícia Federal tem pelo menos US$ 7 milhões da suposta propina paga pela Construtora Norberto Odebrecht, no esquema de cartel e desvios na Petrobras, identificados em laudo pericial. São 24 registros de transações bancárias, entre 3 de abril de 2009 e 18 de maio 2012, descobertos a partir das confissões e documentos obtidos pela Operação Lava Jato.
Apesar de ser uma fração dos R$ 500 milhões que a empreiteira pode ter pago no esquema de cartel e corrupção da Petrobras, investigadores da Lava Jato acreditam que elas servem de base para trilhar o caminho do dinheiro que circulou em contas secretas no exterior supostamente por ordem da empreiteira. O operador dessa lavanderia seria o doleiro Bernardo Freiburghaus – que mora na Suíça e é considerado foragido.
O levantamento consta de tabela elaborada pela PF, no Laudo 0777/2015, anexado ao pedido de prisão feito do presidente da empreiteira, Marcelo Bahia Odebrecht, e de outros executivos e pessoas ligadas ao grupo. A construtora e a Andrade Gutierrez são os alvo da 14ª fase da Lava-Jato, deflagrada na sexta-feira. A tabela trata de pagamentos que teriam como beneficiários os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e Renato Duque (Serviços), o ex-gerente Pedro Barusco (Engenharia) e o doleiro Alberto Youssef.
O objetivo, nesse item do documento, foi tentar identificar entre outras coisas “depósitos de valores em contas mantidas no exterior” relacionados à Odebrecht.