Ministra apresenta Plano Agrícola e Pecuário 2015
Redação DM
Publicado em 25 de junho de 2015 às 01:27 | Atualizado há 11 anos
A ministra Kátia Abreu, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, ao apresentar o Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016 em Goiânia, reafirmou que governo federal disponibilizou R$ 187,7 bilhões para as operações de custeio, investimento e comercialização no próximo ciclo agrícola. Se os valores não constituíam mais novidade, a surpresa coube quando a ministra anunciou a data de 2 de julho para a capitação dos recursos. O superintendente estadual do Banco do Brasil, João Batista de Sá Ayres, estava presente e confirmou com o dedo polegar o sinal de ok, merecendo os aplausos de cerca de trezentas pessoas no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).
Do total de recursos de R$187,7 bilhões, houve um aumento de 20% nos volumes em relação à safra anterior. Couberam para custeio e comercialização R$149,5 bilhões e para investimento R$38,2 bilhões. O custeio a juros controlados somou R$94,5 bilhões. Ocorreu um aumento de 7,5% nos volumes de recursos em comparação ao ano passado. Houve aumento de recursos em 17% ao médio produtor. Segundo a ministra Kátia Abreu ocorreram ajustes nas taxas de juros sem comprometer a capacidade de pagamento do produtor. Mais de R$5 bilhões foram destinados para apoio à comercialização e manutenção de condição diferenciada aos programas de investimentos, entre eles o Moderfrota.
Antes de anunciar o Plano Agrícola e Pecuário 2015/2016, mais conhecido como Plano Safra, a ministra Kátia Abreu se desculpou pelo atraso de uma hora. Acometida de uma sinusite, chegou mais tarde em Goiânia procedente de Brasília. Disse que “teria que vir, porque não poderia falhar na segunda tentativa”. Ela se referia a visita à exposição de maio promovida pela SGPA em que também não compareceu devido a uma forte gripe.
Kátia Abreu promoveu rasgados elogios ao presidente da Faeg, José Mário Schreiner, pela “contribuição com algumas ideias na formatação do Plano Safras”. Agradeceu o apoio da bancada ruralista, observando que “precisamos fortalecer não a ministra Kátia Abreu, mas o Ministério da Agricultura, assim como ocorre nos Estados Unidos”.
A ampliação dos produtores de classe média está nas propostas do Ministério, colocando-os em níveis em que possam dispor de máquinas agrícolas, melhor tecnologia e que resultem em maiores índices de produtividade. A propósito procurou “vender” o programa Moderfrota, que dispõe de juros de 8,7% ao ano. Defendeu o plantio de florestas com a utilização do programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) que, em sua opinião, trata-se de um recurso barato e tem todas as condições para melhorar o solo. Agradou ao auditório a informação de que desengavetou mais de quatro mil processos em cem dias de atuação à frente do Mapa. “Desenvolvo todos os esforços para impedir que a burocracia impeça o bom andamento de nossos trabalhos”, comentou.
A defesa sanitária anda a passos largos no País. A ideia é a de que em 2016 todos os estados e territórios estejam livres totalmente da febre aftosa. E com isso, a Organização Internacional de Epizootias (OIE), sediada em Paris, torne Goiás e outros estados livres desse mal. Uma política agrícola de longo prazo será formatada no Ministério sob a coordenação de Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda e da Agricultura. Numa referência à pesquisa agropecuária, prometeu que o governo dará todo o apoio à Embrapa visando “o grande salto”.
A ideia em curso é traçar uma aliança em que se juntem as instituições federais e estaduais e se capte recursos e não fique com o pires na mão pedindo esmola para a sua sobrevivência. Atendendo pedido da presidente Dilma Rousseff ao convidá-la, a recomendação foi a de tornar o Mapa no top governamental.