Brasil

‘Conseguimos’, diz mulher a López em carta no Twitter

Redação DM

Publicado em 23 de junho de 2015 às 10:13 | Atualizado há 11 anos

CARACAS — Uma carta manuscrita, em que pede para “não seguir sozinha na luta”, é o mais recente apelo de Lilian Tintori para que o marido, o opositor Leopoldo López, suspenda a greve de fome. López está detido na prisão militar de Ramo Verde e iniciou o protesto há 31 dias. Entre as reivindicações do político estavam a definição da data para as eleições legislativas, anunciada na segunda-feira pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela.

“Meu amado, conseguimos!”, diz um trecho da mensagem.

Uma foto da carta foi divulgada na noite de segunda-feira pela própria Tintori no Twitter. Nela, a mulher do líder do partido Vontade Popular afirma: “Como venezuelanos, estamos vivendo momentos muito duros devido à crise econômica, política e social do país.” Ela acrescenta compreender os motivos que levaram López a iniciar a greve de fome, mas acrescenta: “Com esta via extrema não buscas a morte, pelo contrário, amas a tua vida, a de tua família e a de nosso país. Eu te acompanhei nesta luta, mas não quero seguir sozinha, quero que seja você a seguir adiante com toda essa força e amor que sente pela Venezuela.”

Loura, de cabelos compridos, Lilian Tintori se tornou um dos principais rostos nas manifestações desde que o marido foi preso, acusado de incitar protestos que terminaram com 43 mortes no ano passado. Ao lado das mulheres de outros presos políticos, liderou protestos como o do último sábado que reuniu centenas de pessoas em Caracas.

“Em nome do amor que nos une, pelos teus filhos, por todos os venezuelanos que têm esperanças em ti para conseguir a melhor Venezuela, peço que suspenda a greve de fome. Nós o queremos forte, queremos que se levante com mais vontade para lutar pela Venezuela”, diz em outro trecho.

Muitos dirigentes da oposição e manifestantes se somaram à greve de fome em apoio a López. Segundo a oposição, o protesto já teria mais de cem pessoas. As eleições legislativas foram marcadas para 6 de dezembro. Segundo pesquisas, a oposição tem chances de obter a maioria na Assembleia Legislativa.


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