Vice-prefeito não garante aliança PMDB/PT em 2016
Redação DM
Publicado em 23 de junho de 2015 às 01:48 | Atualizado há 11 anos
O vice-prefeito Agenor Mariano (PMDB) afirmou, ontem, não ter garantias de que o seu partido vai manter a aliança com o PT, a exemplo do que ocorreu em 2008 e 2012 na Capital. “A política é como a nuvem, hoje está com um formato, daqui a alguns minutos, tudo muda. Ainda é cedo para dizer que PMDB e PT estarão juntos ou separados em 2016.” O peemedebista aponta que as relações nacionais e estaduais entre os dois partidos deve pesar decisivamente para a manutenção ou rompimento da coligação.
Agenor Mariano diz que, no momento certo, o PMDB vai sentar com todos os partidos que fazem oposição ao governo Marconi em Goiás para discutir alianças em Goiânia e no interior do Estado. “Embora as eleições sejam municipais, não somos crianças para saber que o pleito de 2016 terá influência na sucessão estadual de 2018.”
Sobre a declaração do deputado estadual Humberto Aidar (PT), de que o PMDB deveria entregar os cargos que ocupa na Prefeitura de Goiânia, já que a aliança entre os dois partidos exauriu, o vice-prefeito disse não concordar com essa proposta. “Sinceramente, não vejo assim. O PMDB, na verdade, contribui, na Câmara Municipal, com a governabilidade da cidade de Goiânia. Cabe ao deputado Humberto Aidar encaminhar essa sugestão ao prefeito Paulo Garcia, já que a decisão de nomear ou exonerar auxiliar é ele.”
Para ele, o PMDB vai conversar com o PT de Paulo Garcia, com o DEM de Ronaldo Caiado, com o SDD de Armando Vergílio e com os demais partidos do leque oposicionista no Estado. “Queremos uma ampla coligação para vencermos as eleições municipais do ano que vem.”
Em entrevista à Rádio 730/AM, o vice-prefeito reafirmou a posição do presidente do PMDB Metropolitano, deputado Bruno Peixoto, de que o partido não fez indicações para o secretariado do prefeito Paulo Garcia. “São escolhas pessoais do prefeito e não indicações do PMDB. Ele teve e tem liberdade para escolher a equipe de auxiliares”.
O vice-prefeito diz que a crise vivida pelo país interferiu decisivamente para a queda da avaliação da atual administração da Prefeitura de Goiânia. “Há dois anos e meio, o Paulo Garcia foi eleito com 54% dos votos,” lembra Agenor. Segundo ele, a crise sempre afeta, em primeiro lugar, os mais pobres. No caso dos poderes executivos, isto significa que chega primeiro às prefeituras..