Após massacre, ativistas pedem retirada de bandeira confederada do Capitólio da Carolina do Sul
Redação DM
Publicado em 22 de junho de 2015 às 14:23 | Atualizado há 11 anosCHARLESTON, Carolina do Sul — Ativistas, líderes religiosos e políticos da Carolina do Sul intensificaram seu apelo nesta segunda-feira pela retirada da bandeira confederada do Capitólio estadual, após o massacre de Charleston reacender o debate sobre o legado racista do símbolo. Na última quarta-feira, nove pessoas foram mortas a tiros por um jovem branco na histórica Igreja Africana Metodista Episcopal Emanuel, frequentada por negros.
O apelo para a remoção o símbolo pró-escravidão do Sul durante a guerra civil dos Estados Unidos veio depois de ser revelado que o atirador Dylann Roof, de 21 anos, havia postado um manifesto racista na internet e uma foto com a bandeira.
— Chegou o momento de remover esse símbolo de ódio e da divisão do nosso Capitólio do estado — disse o reverendo Nelson Rivers, pastor da Igreja Batista Missionária em North Charleston, na Carolina do Sul. — Chegou o momento da assembleia-geral fazer o que deveria ter feito há muito tempo, que é remover este símbolo da divisão e até mesmo terrorismo para alguns.
Muitos americanos liberais consideram a bandeira um emblema da escravidão, mas muitos conservadores dizem que é um símbolo da história e da cultura do Sul.
Steve Benjamin, prefeito de Columbia, capital da Carolina do Sul, já havia defendido a retirada na sexta-feira. Benjamin disse que não só queria a bandeira fora do Capitólio, mas também removida de todos os edifícios governamentais em todo o Estado.