Europa lança brigada para bloquear Estado Islâmico nas redes sociais
Redação DM
Publicado em 22 de junho de 2015 às 09:27 | Atualizado há 11 anosLONDRES — A agência policial europeia Europol está desenvolvendo uma brigada especial para monitorar e bloquear extremistas do Estado Islâmico (EI) nas redes sociais. Segundo um recente estudo americano, há pelo menos 46 mil contas no Twitter ligadas ao grupo terrorista e muitas delas ajudam a atrair e recrutar novos membros para lutar pela causa jihadista.
A equipe começará a trabalhar em julho e contará com a ajuda das principais empresas de mídias sociais – que não serão identificadas – para rastrear os principais responsáveis por recrutar novos jihadistas. O diretor da Europol, Rob Wainwright, disse que a intenção da agência é criar “uma forma eficaz de combater o problema”.
— Teremos de combinar o que encontramos na internet com a nossa própria inteligência e com o que é compartilhado pelos serviços de polícia europeia, para que possamos ser um pouco mais específicos e identificar quem são as principais usuários das contas, e nos concentrar em bloqueá-los — disse Wainwright à BBC.
A Europol acredita que cerca de cinco mil cidadãos europeus já tenham viajado para territórios controlados pelo EI e estima que outros mil podem estar pensando em seguir no mesmo caminho. A maioria dos europeus jihadistas são homens jovens, mas também há muitas mulheres que foram à Síria e ao Iraque para se tornarem esposas dos combatentes.
As campanhas nas redes sociais são apontadas como a principal via de recrutamento. De acordo com um documento divulgado pela Instituição Brooking em Washington, o número de contas no Twitter ligados ao EI poderia estar em torno de 90 mil.
Mas o Twitter seria apenas o início, pois o microblog seria usado geralmente para atrair potenciais novos jihadistas. Segundo especialistas, as conversas entre os aspirantes a extremistas e membros do EI ocorreriam pelo Skype, WhatsApp ou Kik.