Desativada 2

Namoro no Arraiá

Redação DM

Publicado em 11 de junho de 2015 às 03:03 | Atualizado há 1 ano

Johny Cândido,Da editoria DMRevista

Já está tudo pronto para a tradicional festa junina do Country Club de Goiás deste ano, que acontece amanhã dia 12 de junho, Dia dos Namorados. Isso mesmo, serão duas festas em uma só. Destinada a sócios e convidados de sócios, a festa terá decoração voltada para a temática dos enamorados, barracas com comidas típicas, diversas brincadeiras para a garotada, além de shows com Cristiano e Capela, Trio Forró Cumari e DJ Rafael Ramalho. Os ingressos limitados custam R$ 110 (sócio) e R$ 160 (convidado de sócio).

Para encerrar, com chave de ouro, as comemorações pelos 55 anos de fundação do clube, no final de semana, acontece a final do campeonato de futebol soçaite, uma missa celebrada pelo Padre Wellington, seguida de um café da manhã para todos os associados e show com a banda Lamarca e os Barões.

A melhor festa junina de Goiânia, o Namorando no Arraiá vai ser uma festa junina pra sertanejo nenhum botar defeito, contando com casamento caipira, comidas típicas, shows musicais ao vivo e muito mais.

 

Sobre o Clube

Em Goiânia, na época uma cidade ainda em construção, não havia tantas opções para passeios e reuniões familiares. Foi quando deu-se origem ao projeto de fundar um clube que agregasse, além de espaços para lazer e descontração, também esportes, cultura e mais contato com a natureza. Dessa forma, iniciou-se um árduo e longo trabalho, com proporções significativas para a promoção da união das famílias em seus valores essenciais.

Sustentado na ética, disciplina e rígida organização, a cultura do clube tem como espinha dorsal a família, sendo restrita a apenas associados e algumas poucas exceções como convidados, filhos, pais, avós e irmãos, por se tratar de uma instituição estritamente familiar.

Festa Junina do Country Club de Goiás

Quando: 12/06

Horário: 20h

Onde: Country Club de Goiás (BR-153, KM13, Aparecida de Goiânia – Goiás)

Quanto: Ingressos R$ 110 (Sócio) e R$ 160 (Convidados de Sócios)

Informações: (62) 3283-6196

ORIGEM DAS FESTAS JUNINAS

 

Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações indianas que acontecem em vários países e que são historicamente relacionadas com a festa dudana santo de verão (no hemisfério norte) e de inverno (no hemisfério sul), que é celebrado no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano). A festa que teve origem na Idade Média na celebração dos chamados Santos Populares (Santo António, São Pedro e São João). Além de São João, comemorado no dia 24, os outros são São Pedro (no dia 29) e Santo António (no dia 13). Em Portugal, as festas dos três marcam o início das festas católicas por todo o país.

Essas celebrações são particularmente importantes no norte da Europa – Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia –, mas também ocorrem em grande escala na Irlanda, na Galiza, em partes do Reino Unido (especialmente na Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa, e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália.

A Quadrilha

A quadrilha brasileira tem o seu nome originário uma dança de salão francesa para quatro pares, a quadrille, em voga na França entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A quadrille francesa, por sua parte, já era um desenvolvimento da contredanse, popular nos meios aristocráticos franceses do século XVIII. A contredanse se desenvolveu a partir de uma dança inglesa de origem campesina, surgida provavelmente por volta do século XIII e que se popularizara em toda a Europa na primeira metade do século XVIII.

 

Quadrilha Junina da Festa do São Pedro de Belém (Paraíba)

A quadrille veio para o Brasil seguindo o interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras do século XIX por tudo que fosse a última moda de Paris (dos discursos republicanos de Gambetta e Jules Ferry, passando pelas poesias de Victor Hugo e Théophile Gautier até a criação de uma academia de letras, dos cabelos cacheados de Sarah Bernhardt até ao uso do cavanhaque).

Ao longo do século XIX, a quadrilha se popularizou no Brasil e se fundiu com danças brasileiras preexistentes e teve subsequentes evoluções (entre elas, o aumento do número de pares e o abandono de passos e ritmos franceses). Ainda que inicialmente adotada pela elite urbana brasileira, esta é uma dança que teve o seu maior florescimento no Brasil rural (daí o vestuário campesino), e se tornou uma dança própria dos festejos juninos, principalmente no Nordeste. A partir de então, a quadrilha, nunca deixando de ser um fenômeno popular e rural, também recebeu a influência do movimento nacionalista e da sistematização dos costumes nacionais pelos estudos folclóricos.

 

quadrilha de Sergipe

O nacionalismo folclórico marcou as ciências sociais no Brasil e na Europa entre os começos do romantismo e a Segunda Guerra Mundial. A quadrilha, como outras danças brasileiras como o pastoril, foi sistematizada e divulgada por associações municipais, igrejas e clubes de bairros, sendo também defendida por professores e praticada por alunos em colégios e escolas, na zona rural ou urbana, como sendo uma expressão da cultura cabocla e da república brasileira. Esse folclorismo acadêmico e ufano explica, de uma certa maneira, o aspecto matuto rígido e artificial da quadrilha.

No entanto, hoje em dia, essa artificialidade rural é vista pelos foliões como uma atitude lúdica, teatral e festiva, mais do que como a expressão de um ideal folclórico, nacionalista ou acadêmico qualquer. Seja como for, é correto afirmar que a quadrilha deve a sua sobrevivência urbana na segunda metade do século XX e o grande sucesso popular atual aos cuidados meticulosos de associações e clubes juninos da classe média e ao trabalho educativo de conservação e prática feito pelos estabelecimentos do ensino primário e secundário, mais do que a prática campesina real, ainda que vivaz, porém quase sempre desprezada pela cultura citadina.

Desde do século XIX e em contato com diferentes danças do País mais antigas, a quadrilha sofreu influências regionais, daí surgindo muitas variantes: “Quadrilha Caipira” (São Paulo), “Saruê”, corruptela do termo francês “soirée”, “noite”2 (Brasil Central), “Baile Sifilítico” (Bahia), “Mana-Chica” (Rio de Janeiro), “Quadrilha” (Sergipe) e “Quadrilha Matuta”.

Hoje em dia, entre os instrumentos musicais que normalmente podem acompanhar a quadrilha, encontram-se o acordeão, pandeiro, zabumba, violão, triângulo e o cavaquinho. Não existe uma música específica que seja própria a todas as regiões. A música é aquela comum aos bailes de roça, em compasso binário ou de marchinha, que favorece o cadenciamento das marcações.

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