Goiás perde Constantino Guimarães, um dos melhoristas do zebu no Brasil
Redação DM
Publicado em 10 de junho de 2015 às 02:47 | Atualizado há 11 anos
O sepultamento do pecuarista Constantino da Cunha Guimarães ocorreu, ontem pela manhã, no Cemitério Jardim das Palmeiras, com grande acompanhamento de criadores e familiares. Constantino morreu aos 93 anos de idade anteontem, em Goiânia. Oriundo de Minas Gerais, tornou-se uma legenda da pecuária brasileira. Ele sofria do mal de Parkinson e esteve internado por praticamente um mês no Hospital de Radiologia em Goiânia.
Pioneiro na criação e no processo de melhoramento genético do zebu, principalmente do nelore. Sua contribuição à pecuária como selecionador é ressaltada pelos demais pecuaristas e lideranças ruralistas, inclusive pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que compareceu ao velório.
Clarismino Pereira Júnior, presidente da Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ), ressalta o seu legado no desenvolvimento da pecuária de corte. “Seremos eternamente gratos a Constantino Guimarães”, ressaltou ao lamentar a morte de Constantino.
Na AGCZ, ele foi um dos seus fundadores, conselheiro e diretor em várias gestões. Pertenceu também aos quadros da Associação Goiana do Nelore (AGN) e da Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura.
Os Leilões Fyco marcaram época. Veja o significado da sigla: F de Fausto Guimarães, Y de Yano (João), C de Constantino Guimarães e O de Otoniel Machado. Constantino da Cunha Guimarães contribuiu também para a fundação da União Democrática Ruralista (UDR), em Goiás, em 1985, quando sentiu grave ameaça de invasão de terras no País.
Aldeia Maria é uma das fazendas modelos, situada no município goiano de Sanclerlândia, mas suas propriedades estão disseminadas também por Crixás, quando o município era pleno sertão, e no Pará.