Pelo segundo mês consecutivo, o preço da cesta básica aumenta em 17 cidades
Redação DM
Publicado em 10 de junho de 2015 às 02:46 | Atualizado há 11 anos
Pelo segundo mês consecutivo, o valor do conjunto de bens alimentícios básicos aumentou em 17 das 18 cidades onde o Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos. As maiores elevações foram apuradas nas cidades do Nordeste: Salvador (10,69%), Fortaleza (8,89%) e Recife (7,73%). O único decréscimo foi registrado em Aracaju (-1,58%).
Em maio, o maior custo da cesta foi registrado em São Paulo (R$ 402,05), seguido do Rio de Janeiro (R$ 395,23), Florianópolis (R$ 394,29) e Vitória (R$ 387,92). Os menores valores médios para os produtos básicos foram observados em Aracaju (R$ 277,16), João Pessoa (R$ 303,80) e Natal (R$ 312,41).
Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em maio de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.377,62, ou 4,29 vezes mais do que o mínimo de R$ 788,00. Em abril, o mínimo necessário era ligeiramente menor e correspondeu a R$ 3.251,61, o que equivalia a 4,13 vezes o piso vigente.
Em maio de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 3.079,31 ou 4,25 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).
Goiânia
A cesta básica em Goiânia foi a oitava menor entre as pesquisadas pelo Dieese nas 18 cidades. Entre abril e maio, a variação foi de 5,90% e o custo total do conjunto de gêneros alimentícios foi de R$ 347,03. Na comparação com maio de 2014, a alta foi de 16,94%, maior do que a variação nos cinco primeiros meses de 2015 (15,21%).
Oito produtos tiveram elevação nos preços em maio. Apenas o tomate (29,91%) e a batata (21,33%) apresentaram taxas superiores à média da cesta, que foi de 5,90%. Os demais tiveram variação abaixo desse percentual: leite integral in natura (4,76%), carne bovina (3,38%), banana prata (2,72%), óleo de soja (2,33%), arroz agulhinha (0,84%) e café em pó (0,33%). As reduções foram anotadas para a manteiga (-5,10%), feijão carioquinha (-3,96%), farinha de trigo (-1,38%), pão francês (-0,83%) e açúcar (-0,66%).
Nos últimos 12 meses, dez produtos registraram altas. O tomate (46,15%), o feijão (22,39%) e a carne bovina (20,76%) apresentaram aumentos superiores à variação média anual da cesta (16,94%). Os outros itens tiveram elevações menores: batata (14,14%), pão francês (9,74%), café (8,00%), banana (5,53%), arroz (4,33%), manteiga (3,19%) e farinha de trigo (0,70%). Não houve elevação no preço médio do açúcar (0,00%) para o período. As reduções foram registradas para o óleo de soja (-6,07%) e o leite integral (-0,40%).
O trabalhador goianiense, cuja remuneração equivale ao salário mínimo, necessitou cumprir, em maio, jornada de 96 horas e 53 minutos, maior do que as 91 horas e 29 minutos registradas em abril. Em maio de 2014, o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta foi de 90 horas e 11 minutos. Em maio, o custo da cesta em Goiânia comprometeu 47,87% do salário mínimo líquido, isto é, após os descontos previdenciários. Em abril, o percentual exigido era de 45,20%. Em maio de 2014, a parcela necessária para compra dos gêneros alimentícios correspondeu a 44,55%.