Cotidiano

“Entrei com minha filha andando no hospital”

Redação DM

Publicado em 10 de junho de 2015 às 02:42 | Atualizado há 11 anos

 

Beto Silva,Da editoria de Cidades

“Entrei com minha filha andando no hospital”. A frase do pai de Rafhaella Ribeiro de Alcântara, de 7 anos, é acompanhada de muito choro e decepção. Rafael Fonseca, desempregado, diz que gastou mais de R$ 100 mil após complicações cirúrgicas da filha. Ela tinha apenas uma apendicite. Mas após passagem pelo Hospital Materno Infantil acabou tetraplégica. “Nunca imaginava uma coisa dessas, sair com ela tetraplégica. Busco força em Deus, porque médico não tem dó de ninguém não”, desabafa o pai, em uma entrevista da Tv Anhanguera.

Ele pretende buscar reparação moral na Justiça. Conforme o advogado da família, Rannieri Lopes, o valor da ação de indenização é de R$ 1,6 milhão. Ele pediu ainda pensão vitalícia de R$ 10 mil ao mês para pagamento de enfermeiras e atenção da criança.

A família já conseguiu – através de uma liminar impetrada na Justiça – cadeira de rodas e cama para a criança.  Mas os medicamentos e as fraldas não foram concedidas pelo Estado, diz o defensor.

A dona de casa Eunice Ribeiro, mãe de Rafhaella, chora ao pensar na condição da filha e de sua vida. Ela vive hoje de favores no Setor Papilon Park, na Capital.

Conforme o pai da criança, a útlima lembrança que tem da fala do médico é de que “ela vai ficar assim para o resto da vida’.

A reportagem do DM não conseguiu contato com a equipe médica que teria atendido a criança no HMI.  A Procuradoria Geral do Estado informou a TV Anhanguera que abriu uma licitação para a compra dos demais medicamentos que ainda não foram fornecidos para a criança.

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