BC anunciou resultados da caderneta de poupança referente a maio/2015
Redação DM
Publicado em 9 de junho de 2015 às 03:18 | Atualizado há 11 anos
No ano de 2015 até maio o volume total apresenta uma retirada líquida da ordem de R$ 32,2 bilhões, fazendo com que o saldo final atual tenha atingido em maio/2015 um volume total de R$ 648,7 bilhões contra um volume de R$ 648,3 bilhões em abril/2015 e de R$ 662,7 bilhões em dezembro/2014, aqui já considerados os rendimentos no período.
Como o quadro descrito acima vai permanecer durante 2015 (inflação elevada, juros elevados, queda de renda, desemprego, além da Selic elevada que reduz a rentabilidade da poupança frente aos fundos de investimento, etc), a tendência para os próximos meses é de que este movimento de redução no volume dos depósitos da poupança se acentue agravado ainda mais em um ambiente econômico mais recessivo com a elevação nos índices de inadimplência e de desemprego. (Com informações de Miguel José Ribeiro de Oliveira Diretor Executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas Anefac – Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade).
SAIBA MAIS
Este resultado pode ser atribuído a três fatores
l 1) Com a elevação da taxa básica de juros aumentou a rentabilidade das aplicações financeiras em títulos públicos como fundo de renda fixa, CDB’s, tesouro direto, etç, em detrimento a uma menor rentabilidade da poupança. Com isso os investidores têm retirado suas aplicações na caderneta de poupança migrando estes investimentos para este tipo de investimento que apresenta uma rentabilidade superior. Em maio-2015 os Fundos de Renda Fixa apresentaram uma rentabilidade de 0,82% contra uma rentabilidade de 0,62% da Caderneta de Poupança. Em doze meses os Fundos de Renda Fixa tiveram uma rentabilidade de 10,19% contra uma rentabilidade de 7,25% da Caderneta de Poupança
l 2) Retração de nossa economia com inflação elevada, juros elevados, aumento de encargos e impostos o que reduz a renda das famílias dificultando seu orçamento. Com isso acabam acarretando dois fatores: a) Menos recursos sobram mensalmente das famílias para pouparem; b) Famílias sendo obrigadas a resgatarem seus investimentos de forma a complementarem sua renda e conseguirem pagar seus compromissos.