Goiás tem superávit de US$ 177 milhões
Redação DM
Publicado em 4 de junho de 2015 às 02:52 | Atualizado há 11 anosGoiás obtém seu 16º superávit consecutivo, atribuído às exportações dos produtos primários. Entre eles, sobressaem a soja e derivados e a carne bovina. É o agronegócio “bombando” nas exportações e contribuindo com um Produto Interno Bruto (PIB) também positivo no Brasil. O mercado da China lidera nas importações goianas. O vice-governador José Eliton veio a público, ontem, ressaltar a importância da produção goiana no processo comercial. Em particular, das exportações.
As exportações de maio superaram as importações, proporcionando o 16º superávit consecutivo da balança comercial goiana. O saldo positivo é resultado das vendas do Estado para o mercado externo que registraram, no mês, o total de US$ 534,6 milhões, enquanto as importações totalizaram o valor de US$ 356,8 milhões, perfazendo saldo de US$ 177,7 milhões favorável ao Estado.
Na comparação com o mês anterior, as exportações goianas apresentaram crescimento de 34%, e as importações e saldo comercial tiveram evolução de 44% e 17%, respectivamente.
São 96 países importadores
O vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação, José Eliton, lembra que o último déficit comercial apresentado pela balança comercial goiana foi registrado em janeiro do ano passado. “Desde então, Goiás acumula números expressivos em sua corrente de comércio. O saldo desse período está em US$ 3,35 bilhões”.
No mês, foram exportados 310 produtos destinados a 96 países compradores. Os que mais se destacaram foram a soja e seus derivados, que representaram 50,43% do total das vendas, seguido das carnes (bovinas, aves e suínas), com 20,86%; ferroligas, 6,97%; couros e derivados, 5,54%; ouro, 4,79%; açúcar, 4,40%; amianto, 1,09%; café, chá, mate e especiarias, 1,04%; além de preparações alimentícias, outros produtos de origem animal, máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos, produtos farmacêuticos, milho, gelatinas e derivados, e veículos e suas partes.
A China continua como o principal mercado para os produtos goianos. Os asiáticos responderam por 45,15% das vendas externas do Estado. Países Baixos (Holanda), Rússia, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Hong Kong, Irã, Suíça, Egito e Itália completam a lista dos dez principais compradores das mercadorias produzidas por Goiás.
Importações de 57 países
Produtos farmacêuticos (34,5%) e veículos automóveis, tratores e suas partes (18,2%) aparecem como as principais mercadorias das importações goianas de maio. Juntos, os dois itens representaram mais da metade dos produtos comprados no exterior. Em seguida, aparecem caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, 13,44%; adubos ou fertilizantes, 12,05%; produtos químicos orgânicos, 5,41%; máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes, 2,93%; plásticos e suas obras, 2,19%; instrumentos e aparelhos de ótica e fotografia; obras de ferro fundido, ferro ou aço, 1,10%; e borracha e suas obras, 0,95%. Estados Unidos, Alemanha, Japão, China, Coreia do Sul, Tailândia, Suíça, Índia, Argentina e Canadá, formam o ranking dos dez principais países de origem dos produtos comprados por Goiás. No total, foram importados 1064 produtos de 57 países.
Apesar do cenário de retração da economia brasileira demonstrado pelos principais levantamentos do país, o vice-governador e titular da SED, José Eliton, se mantém otimista com os números apresentados pela economia goiana. A liderança na geração de empregos em abril e o bom desempenho do setor agropecuário são citados por ele como indicadores que mostram a força do setor produtivo de Goiás, preparados para reagir ao desaquecimento mercantil. Ao ser indagado sobre as importações goianas, Eliton comenta: “Os dados preliminares divulgados nos mostram que players importantes do setor empresarial continuam comprando insumos e produtos que fortalecem e adicionam valor à nossa produção”.
Acumulado no ano
Com as exportações acumuladas, de janeiro a maio, em US$ 2,237 bilhões, e as importações em US$ 1,443 bilhão, o superávit goiano atingiu US$ 793,460 milhões. O secretário de Desenvolvimento Econômico entende que os números se tornam mais significativo ao se analisar o desempenho da balança brasileira: “A nacional (balança) já carrega um déficit de US$ 2,3 bilhões nesses cinco primeiros meses do ano. Como nos últimos anos, continuamos com participação decisiva na corrente de comércio internacional do País”, avalia.