Cotidiano

Os reis do mau hálito

Redação DM

Publicado em 3 de junho de 2015 às 01:48 | Atualizado há 11 anos

Beto Silva,Da editoria de Cidades

 

OInstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional de Saúde, que conta com dados de 2013, não tratou apenas do preconceito no SUS ou mesmo da quantidade de pets, conforme reportagens da página 3 deste caderno. Ela chegou também a uma conclusão ruim para os homens. O uso de escova de dente, pasta de dente e fio dental para a higiene bucal é feito por 53% dos brasileiros, divulgou ontem .

Agora o detalhe: os homens usam menos os artigos de higiene bucal que as mulheres, diz a investigação social. Enquanto 57,1% delas declararam os cuidados com a boca, 48,4% dos homens afirmaram usar escova, pasta e fio de dental.

Conforme a pesquisa, há diferença no uso desses artigos de higiene conforme o nível de escolaridade. Enquanto 83,2% das pessoas com nível superior usavam os três, o percentual cai para 29,2% entre a população sem instrução e com ensino fundamental incompleto.

Entre os brasileiros que concluíram apenas o ensino fundamental, 52,6% usam pasta, escova e fio dental, taxa que sobe para 69,7% na população com ensino médio.

A população de 30 a 39 anos é a que mais tem o hábito, com 64,9%, contra 29,1% dos que têm 60 anos ou mais. Entre os jovens de 18 a 29 anos, 61,4% confirmaram que usam os três.

Quando a cor da pele é considerada, o percentual é 59,9% para os brancos, 43,6% para os pretos e 47,1% para os pardos, conforme terminologia adotada pelo IBGE.

Outro dado é que 89,1% dos brasileiros escovam os dentes ao menos duas vezes ao dia, com percentuais maiores entre mulheres (91,5%), brancos (90,3%), formados no nível superior (97,7%) e na faixa etária de 18 a 29 anos (94,9%).

O IBGE divulgou ainda que mais da metade dos brasileiros não troca as escovas de dente com menos de três meses de uso. Segundo a pesquisa, 46,8% substituem o artigo com menos de três meses.

A maior parte dos brasileiros considera a saúde bucal ótima ou muito boa (67,4%).

Problemas dentários causavam um grau intenso ou muito intenso de dificuldade para se alimentar em 1,5% dos brasileiros.

A busca por atendimento odontológico também foi verificada pela pesquisa, que concluiu que 44,4% dos brasileiros procuraram um dentista nos doze meses anteriores. A Região Sul lidera essa estatística, com 51,9%, seguida pelo Sudeste, com 48,3%. No Norte, o percentual é o menor do País, de 34,4%.

O percentual cresce entre as mulheres (47,3%) em relação aos homens (41,3%), e entre a população de nível superior (67,4%) perante as demais, chegando a 36,6% na população sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. Quando considerada a cor da pele, o percentual é maior entre os brancos (50,4%) que entre negros – 38,2% entre os pretos e 39,2% entre os pardos.

De todas as pessoas que procuraram dentistas, 74,3% recorreram a consultórios particulares ou clínicas privadas. As unidades básicas de saúde foram procuradas por 19,6% das pessoas que foram ao dentista, e 6,1% buscaram outros estabelecimentos.

 

 

Dentes em números

 

  • 83,2% das pessoas com nível superior
  • usam fio dental, escova e pasta.
  • 29,2% dentre a população sem instrução e com ensino fundamental incompleto fazem o mesmo uso.
  • 89,1% dos brasileiros escovam os
  • dentes ao menos duas vezes ao dia.
  • 91,5% destes são mulheres, formados no nível superior (97,7%) e na faixa etária de 18 a 29 anos (94,9%).
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