Cotidiano

Professores bloqueiam BR-153 em protesto para chamar atenção do Paço

Redação DM

Publicado em 13 de maio de 2015 às 02:47 | Atualizado há 11 anos

Mais de 100 professores municipais em greve interditaram a BR-153 no sentido Goiânia-Anápolis, em frente ao Paço Municipal. A manifestação aconteceu ontem, após reunião com a prefeitura.

O bloqueio durou cerca de duas horas e os manifestantes seguiram para o Ministério Público (MP-GO). Eles estão em greve desde o dia 14 de abril. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal o protesto gerou um congestionamento de 10 km.

Um grupo de representantes do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiás (Simsed) chegou às 9h no Paço Municipal na tentativa de iniciar uma reunião de negociação com a prefeitura.

De acordo com o professor Antônio Gonçalves Rocha Júnior, os professores foram recebidos pelo secretário municipal de Gestão de Pessoas, Paulo Sérgio Fornazier. “Tiraram foto para divulgar na imprensa como se tivesse reunião de negociação. Tivemos uma reunião, mas não de negociação”, diz Antônio.

Para pressionar a presença do prefeito Paulo Garcia, os grevistas iniciaram um bloqueio na rodovia, utilizando carros e pneus. A Polícia Militar, a Guarda Municipal e a Polícia Rodoviária Federal estiveram no local, mas não houve confronto com os manifestantes. Os professores seguiram para o prédio do MP-GO na Cidade Jardim. Eles pedem a intervenção do órgão na negociação com o prefeito.

DECISÃO

Uma decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determinou que a prefeitura recebesse o Simsed para negociação da greve, mesmo não sendo o sindicato oficial.

O texto da ação civil pública diz que a prefeitura não comprovou que cumpriu acordos feitos em greves nos anos de 2014 e 2013, principal motivo para a paralisação atual. Entretanto, o juiz Marcus Ferreira da Costa pede que o novo sindicato mantenha o funcionamento de 50% das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis).

Mesmo com a movimentação dos professores municipais em greve, o Sindicato dos Trabalhadores do Estado de Goiás (Sintego) diz existir avanços em sua negociação com a prefeitura e não aprova a paralisação. “Infelizmente, há um grupo que tem estimulado os professores à greve. É desnecessário, pois as negociações estão acontecendo”, disse Bia de Lima, presidente do sindicato, em informativo do mês de maio.

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