Cotidiano

Professores estaduais entram em greve

Redação DM

Publicado em 13 de maio de 2015 às 01:23 | Atualizado há 11 anos

Tom Carlos

O governo de Goiás não conseguiu dialogar com os professores do Estado e a partir de hoje, por tempo indeterminado, as atividades escolares estão suspensas. É o que informa o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego), em sua página na internet e nas redes sociais.

Os trabalhadores da Rede Estadual da Educação paralisam as atividades por inúmeras razões. A decisão foi aprovada em Assembleia Geral, realizada na última sexta-feira e hoje, às 7h30, ocorrerá coletiva no Colégio Estadual José Lobo, localizado na Rua dos Missionários nº 788, Setor Rodoviário.

Desde segunda-feira, o Sintego realiza visitação  para conscientizar a categoria e informar a comunidade escolar sobre a paralisação.

O movimento afirma que a greve foi o último recurso encontrado pelos trabalhadores “para ter os direitos respeitados, como o pagamento do piso dos professores; pagamento integral dentro do mês trabalhado do salário; pagamento da data-base dos administrativos na folha deste mês; salário dos contratos temporários equiparados de acordo com dos efetivos, conforme determina a Lei 11.738/08; concurso público”.

Conforme a Lei 11.738/08, que é federal,  o salário dos professores deve ser reajustado no mês de janeiro. Para 2015, o índice estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) foi de 13,01%, mas, segundo o sindicato, o governo não teria cumprido.

“Foram quatro meses de calote em 2013 e outros quatro em 2014. Para este ano, já tramita na Assembleia Projeto de Lei estendendo o calote para sete meses, gerando perdas de R$ 3.830,99 para os professores PIII e de R$ 4.319,45, para os PIV, não incluindo os ganhos individuais”, diz o sindicato.

Um dos enfrentamentos do Sintego diz respeito à alegação do governo de que falta recursos para pagar a educação. Segundo os professores, eles mesmos apresentaram para o governador Marconi Perillo e para a secretária Ana Carla Abrão dados que provam que a Educação tem recursos não só para pagar o reajuste dos professores e dos administrativos, como também para investimento nas políticas educacionais.

 

Governo

A secretária de Educação, professora Raquel Teixeira, diz que a greve não é o melhor instrumento para realizar a reivindicação. “Percebemos que não há consenso entre os professores sobre a greve”, diz Raquel. Para ela, a paralisação  vai prejudicar “milhares de alunos no Estado”.

A secretária também reitera que o governador atendeu aos professores em audiência. Em nota, ela  garantiu também que vai pagar o reajuste dos professores: “A Seduce  garante que o reajuste do piso salarial dos professores PIII e PIV da rede pública estadual de ensino será pago no mês de agosto”.

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