Cotidiano

Prefeitura vai à Justiça para entrar em prédios e combater dengue

Redação DM

Publicado em 12 de maio de 2015 às 02:41 | Atualizado há 11 anos

 

Para eliminar criadouros do mosquito transmissor da dengue, Aedes aegypti, agentes de endemias começaram ontem a vistoriar imóveis abandonados na Capital. Em todos os locais inspecionados na Região Leste de Goiânia foram encontradas áreas de risco e criadouros do mosquito.

Durante toda a semana está prevista a fiscalização de 120 residências. A Prefeitura de Goiânia conta com autorização judicial e o apoio da Polícia Militar. Os locais estão sendo revistados com o auxílio de um chaveiro para adentrar as casas. “Essa é uma ação necessária, tem muitas casas abandonadas com o foco do mosquito”, diz Gilmar José dos Santos, chaveiro contratado para participar da ação em todos os distritos da cidade.

De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância e Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Edison Almeida Gomes, a medida foi tomada após os donos dos imóveis não terem sido localizados pela SMS. “Essas casas são aquelas que a gente não consegue realmente localizar o proprietário. Geralmente são casas que estão em disputa judicial, de pessoa jurídica, o dono mora em outro país ou a pessoa viaja e não deixa ninguém para dar manutenção” observa.

Edison explica que o Programa Nacional de Controle da Dengue recomenda que, no mínimo, sejam feitas cinco vistorias em todos os imóveis da cidade por ano. No entanto, ele considera uma ação muito difícil de fazer pela dificuldade de localizar o proprietário do imóvel. “Na rotina do nosso trabalho, esses imóveis entram como pendência que a gente não tem acesso”, diz.

O supervisor distrital de controle de endemias, Walter José Inocêncio, esclarece que os imóveis fiscalizados no distrito leste, que inclui Jardim Novo Mundo, Água Branca, Conjunto Aruanã II, Parque Atheneu, Parque das Laranjeiras e Conjunto Riviera, estavam em situação de risco com vários criadouros.

“Em dois destes imóveis foram encontrados focos do mosquito da dengue, nós encontramos criadouros em vasilhas plásticas jogadas a céu aberto e em todas elas foram encontradas centenas de larvas do mosquito. Esses lugares representam um grande risco porque se você deixa sem manutenção, ele pode contaminar todo o bairro”, alerta.

Walter chama a atenção: mesmo se os agentes vistoriarem todo um bairro e um único local deixar de ser visto e este tiver criadouros, todo o trabalho pode ser prejudicado. “A gente pede para os moradores, não só da região leste, mas de toda Goiânia que recebam nossos agentes para que possa ser feito um trabalho no controle, não só da dengue, mas de todas as endemias”, ressalta.

 

MORTES

No último balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde foram constatadas 18 mortes causadas pela dengue em Goiás. Diante da epidemia, Edison Almeida esclarece que foi necessário elaborar mais uma estratégia no combate à doença.

“Existem casas que têm piscina em que o potencial de ser um grande foco do mosquito é maior, por isso a necessidade de se combater o quanto antes. Avaliamos como uma estratégia acertada porque estamos combatendo grandes focos do mosquito da dengue”, informa. A ação se estende a outras regiões da capital, hoje e amanhã será realizada na região sul, na quinta e sexta-feira, na região do centro e Campinas.

Após vistorias, os endereços dos imóveis serão repassados para a Divisão de Fiscalização da prefeitura e se localizados os proprietários, eles serão notificados, podendo pagar multas que chegam a R$ 800.

Tags

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia