Economia

Marconi cumpre agenda nos EUA

Redação DM

Publicado em 12 de maio de 2015 às 02:41 | Atualizado há 11 anos

Da Assessoria

O governador Marconi Perillo passou o primeiro dia de agenda nos Estados Unidos envolvido com teoria e conhecimento sobre administração pública. Se reuniu com professores e alunos de mestrado das áreas de economia, administração, direito e gestão pública interessados na experiência de Goiás como foco de estudo.

O que era para ser encontro acadêmico acabou se transformando, por iniciativa do governador, am agenda de intercâmbio futuro e consultoria direta ao governo do Estado de Goiás. Marconi discutiu com os mais respeitados estudiosos de gestão governamental a estratégia que pretende adotar em Goiás para transformar o Estado mais competitivo do País e quer que os técnicos do governo sejam recebidos para discussão, aprendizado e formulação de estratégias.

Na Universidade de Harvard, Marconi Perillo trouxe como grande desafio os temas o gerenciamento da educação e o desenvolvimento da competitividade produtiva. Os dois temas são tidos como obstinação do quarto mandato de Marconi, principalmente depois de ter conquistado a liderança nacional nos índices da educação púbica medidos pelo Ideb.

Marconi ouviu exemplos de países europeus e latino-americanos que foram bem-sucedidos recorrendo a Harvard para aprimoramento das relações entre gestão pública e serviço público de qualidade. Uma metodologia que em alguns casos viram regras de governo e mudam de forma permanente a forma de pensar e agir das pessoas e dos governantes.

O governador considera que “os modelos de gestão pública da universidade não ficam apenas nas teorias de organização governamental mas testam a eficácia dos projetos públicos quanto à real capacidade de transformar positivamente a realidade e as demandas da sociedade”. Marconi diz ainda que sua visita a uma das principais universidades do mundo acrescentou a possibilidade de alternativas para o desenvolvimento do estado em médio e longo prazos. “O governo de Goiás  quer avançar na ideia de capacitar os servidores goianos a partir das teorias desenvolvidas aqui”.

O primeiro foco proposto por Marconi é a chamada “complexidade produtiva”, que traduz a multiplicidade do conhecimento transformada em produtos. Outra demanda é a diversificação do desenvolvimento econômico do Estado a partir das vocações existentes através da agregação de novas capacidades. Também foi discutido o projeto Goiás sem Fronteiras, que será lançado neste ano, considerando como hipótese a realização de convênios com a Universidade de Harvard. Os estudiosos apresentaram para o governador a proposta de aplicar em Goiás a Teoria da Complexidade Econômica, desenvolvida pelos doutores do tema e já adotada com sucesso por diversos países.

Ouvindo atentamente os mais respeitados especialistas dos Estados Unidos, Marconi aprendeu sobre a nova teoria acadêmica que segundo a qual os países e regiões crescem quando desafiam o senso comum, as regras de mercado ou o caminho natural da indústria. O que move a posição dos países na escala de desenvolvimento seria a criatividade e a diversidade. Para os teóricos, um homem moderno começa a perder espaço no desenvolvimento para as culturas mais rudimentares porque ele conhece apenas parte do conhecimento de sua sociedade. Ao contrário,  a sabedoria de comunidades menos desenvolvidas em que o conhecimento vem da atividade produtiva regional há um domínio sobre a toda a cultura produtiva daquele povo.

Marconi Perillo ficou surpreso sobre o quanto uma universidade dos Estados Unidos sabe sobre Goiás. O que eles chamam de Product Space – uma classificação da diversidade produtiva de cada Estado do país, Goiás é colocado como o décimo do Brasil em complexidade produtiva com 41 produtos competitivos internacionalmente – a maioria ainda em produtos menos elaborados. Na teoria de Harvard, o crescimento imediato está na capacidade de mapear estes produtos e apoiar a diversificação a partir desta capacidade com agregação de novas técnicas. Produtos que oferecem maior ganho com mais proximidade das capacidades atuais são vistos como o caminho para crescimento regional com base na especialização da própria capacidade produtiva atual.

Cerca de 30 doutorandos em gestão Pública, Administração e Economia colocaram o governador numa “roda de debates”. Questionaram tudo, de toda forma, principalmente sobre como em Goiás é possível avançar numericamente sem que haja esta sonhada diversificação da produção. Com a irreverência dos novos doutores, Marconi “se virou” como pôde no debate e acabou sendo aplaudido e elogiado pelos professores e estudantes/doutores.

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