Cotidiano

Pesquisa revela que população é indiferente ao uso de corredores exclusivos de ônibus

Redação DM

Publicado em 12 de maio de 2015 às 01:22 | Atualizado há 1 ano

 

 

Alvo de constantes reclamações por parte de usuários, o transporte coletivo da Capital foi assunto de uma pesquisa realizada pelo Grupom Consultorias e Pesquisas com o apoio do Sindicato do Comércio Varejista do Estado de Goiás (Sindilojas). O instituto ouviu 150 pessoas que utilizam o ônibus nos três corredores exclusivos da Capital, e a maioria dos quesitos avaliados não teve um bom resultado.

O objetivo do estudo é identificar qual a percepção dos usuários do transporte coletivo sobre os corredores implantados nas Avenidas Universitária, T-63 e 85. De todos os entrevistados, 89,3% utilizam a faixa exclusiva diariamente e o restante, pelo menos uma vez por semana.

Apesar de ter uma avaliação melhor dos usuários em relação ao transporte coletivo no geral, os corredores exclusivos também tiveram uma nota baixa. Com pontuação variando entre 1 e 10, eles tiraram 4,6. “ O usuário ainda não consegue perceber efetivamente o efeito dos corredores exclusivos”, informa a pesquisa.

Quase a metade das pessoas que utilizam o transporte coletivo em Goiânia avaliaram o meio de transporte como ruim. Enquanto que 3,3% possuem uma visão positiva dos ônibus na Capital, 80% fazem uma avaliação negativa. Nos corredores, a taxa de reprovação é menor, mais continua alta (65,3%).

 

Corredor Exclusivo

Além dos três corredores exclusivos já implantados em Goiânia, ainda serão construídas faixas preferenciais para o transporte coletivo em outras vias da Capital como Avenidas T-7, T-9, Independência e 24 de Outubro. O intuito é aumentar a velocidade dos veículos e dessa forma diminuir o tempo das viagens.

De acordo com a maioria dos entrevistados, isso não ocorreu, sendo que alguns acreditam que houve aumento. Entre os três corredores já existentes na Capital, os usuários que menos perceberam melhora no tempo de viagem são os da Avenida 85.

A pesquisa do Grupom também questionou os usuários sobre a quantidade de ônibus em circulação nos corredores. A maioria (62,7%) acredita que não houve mudança e 37,3% alegam que ocorreu diminuição do número de veículos. “ Alguns entrevistados acusam as concessionárias de aproveitar da melhoria para reduzir o número de ônibus em cada linha, resultando num tempo de espera mais longo para se tomar o ônibus”, cita o estudo.

 

Fiscais

Outro item avaliado é a presença de fiscais nas faixas exclusivas para o transporte coletivo. 98% dos entrevistados afirmam que nunca viram um fiscal e o restante (2,0%) dizem que raramente há fiscalização nos corredores. De acordo com os usuários, nunca foi visto um fiscal no corredor da Avenida Universitária.

 

 

Levantamentos  das companhias de transporte são divergentes

 

O Consórcio RMTC também realizou pesquisas de opinião sobre os corredores preferenciais de ônibus existentes em Goiânia. Os dados de 2013 demonstram que 60% dos usuários afirmaram que o ocorreu ganho de tempo nas viagens do Corredor da Avenida T-63.

Já o estudo sobre o corredor da Avenida 85 foi realizado em abril deste ano. Conforme dados dessa pesquisa , 53,8% acreditam que o tempo total de viagem melhorou após a implantação do corredor, e 6,7% disseram que melhorou muito.

O coordenador dos corredores preferenciais da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC), Domingos Sávio Afonso, explica que as pesquisas divulgadas acima são de opinião pública, mas que o órgão também realizou duas pesquisas técnicas. De acordo com o coordenador, foram colocados técnicos dentro dos ônibus e feito um estudo ao longo de todo o dia.

 

ESTUDO TÉCNICO

Domingos Sávio explica que foi realizado uma pesquisa técnica antes e depois da implantação do corredor, em funcionamento desde o dia 31 de janeiro deste ano. Ele afirma que no dia 27 de novembro do ano passado às 18 horas os ônibus gastava-se 25 minutos para utilizar a via sentido Serrinha/Praça Cívica, já no dia 14 de abril, o gasto foi de 17 minutos. “Um ganho de 32% (de tempo) às 18 horas é um ganho bom”, diz.

No sentido Praça Cívica/Serrinha, a avaliação foi realizada no dia 27 de novembro ao meio-dia, quando o transporte coletivo demorou 17,7 minutos para fazer o trajeto. Já no dia 14 de abril também ao meio-dia , o gasto foi de 13,5 minutos.

“As reformas que implantaram no Corredor da 85 apresentam dados positivos, e indicam que estão no caminho certo”, diz o coordenador. Ele afirma que as pessoas devem priorizar o transporte de massa, sendo que em média, anda uma pessoa em cada carro, e o transporte coletivo transporta entre 75 a 80 pessoas.

 

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