Apoio a Vanderlan só no segundo turno
Redação DM
Publicado em 24 de abril de 2015 às 01:41 | Atualizado há 11 anosAdversários em 2010 e 2014, quando disputaram o governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e Vanderlan Cardoso (PSB) iniciaram, este mês, aproximação política, principalmente com o objetivo de estarem juntos nas eleições para a Prefeitura de Goiânia, ano que vem, quando, tudo indica, Iris Rezende (PMDB) deverá ser o principal oponente.
A primeira conversa entre o governador e o ex-prefeito de Senador Canedo, realizada na residência do empresário, em Goiânia, serviu para superar “rusgas” das campanhas eleitorais, mas uma certeza apareceu: a aliança entre a base aliada marconista deverá ocorrer apenas no segundo turno da sucessão do prefeito Paulo Garcia (PT).
Marconi e Vanderlan chegaram à conclusão que, no primeiro turno na disputa pelo Paço, o PSDB e outros partidos governistas terão candidato próprio, o que inviabiliza apoio ao empresário na primeira etapa das eleições.
Tendo como principal meta impor derrota ao ex-prefeito Iris Rezende no próximo pleito, Marconi e Vanderlan chegaram à conclusão de que, no primeiro turno, quando mais candidatos houver, melhor, pois, assim, asseguraria a rodada final das eleições, ou seja, o segundo turno. Os dois líderes acreditam que, com apenas dois nomes, o líder peemedebista poderá ‘liquidar a fatura’ já no primeiro turno.
Desde que perdeu as eleições para o governo de Goiás, ano passado, apesar de ter alcançado expressiva votação na Capital, o presidente estadual do PSB admite concorrer à cadeira de Paulo Garcia.
Após os fracassos eleitorais de 2010 e 2014, Vanderlan Cardoso só pretende concorrer, em Goiânia, se conseguir ampla aliança político-eleitoral. Ano passado, o empresário candidatou-se com apoio de apenas três pequenos partidos: PSB, PRP e PSV. “Se reunir um amplo conjunto de partidos e de lideranças políticas, prefiro ficar fora”, disse o ex-prefeito de Senador Canedo. Por isso, iniciou conversações com Marconi e José Eliton.
NOMES
PRÓPRIOS
O vice-governador e presidente estadual do PP, José Eliton, teve, nas últimas semanas, dois encontros com Vanderlan Cardoso para avaliar dois cenários: a aproximação política do empresário com o Palácio das Esmeraldas e a sucessão em Goiânia. José Eliton chegou a convidar Vanderlan Cardoso a filiar ao PP, proposta rejeitada pelo empresário. O PP, se não lançar novamente o deputado federal Sandes Júnior, deverá aliar-se ao PSDB.
O presidente estadual do PSDB, Paulo de Jesus, diz que os tucanos, após ausência em três eleições, estão decididos a ter candidato à Prefeitura de Goiânia. O dirigente tucano, portanto, descarta apoio a Vanderlan Cardoso no primeiro turno. O PSDB tem quatro pré-candidatos: Giuseppe Vecci, Waldir Soares, Fábio Sousa e Jayme Rincón.”Não tive qualquer contato com o ex-prefeito de Senador Canedo. Ninguém vem com lugar predeterminado, com candidatura assegurada”, diz Paulo de Jesus. “Vanderlan é bem-vindo na base governista, mas as janelas já estão ocupadas”, ressalta o deputado federal Fábio Sousa.
O presidente estadual do PSD, Vilmar Rocha, afirma estar “completamente alheio” às conversações do governador Marconi Perillo com o empresário Vanderlan Cardoso, visando alianças para 2016 na Capital. “Se Vanderlan quiser vir para o nosso campo, ótimo, mas o PSD não tem nenhum compromisso.” Vilmar não descarta uma aproximação, no futuro, com o ex-prefeito. O PSD tem três pré-candidatos a prefeito: Francisco Júnior, Virmondes Cruvinel Filho e Lincoln Tejota. “As dificuldades serão para todos os partidos nas eleições do ano que vem, inclusive para Vanderlan”, sustenta o deputado estadual Francisco Júnior. “O nome de Vanderlan nunca foi testado em Goiânia”, sustenta o deputado estadual Lincoln Tejota.
O PTB do deputado federal Jovair Arantes, também da base marconista, não sinalizou ainda sobre a sucessão na Capital. Em 2012, o próprio Jovair disputou as eleições, perdendo, já no primeiro turno, para Paulo Garcia (PT), que foi reeleito prefeito. Ressentido com o Palácio das Esmeraldas, em razão de divergências sobre ocupação de espaço pelo PTB na administração, Jovair Arantes teve encontro com dirigentes e deputados estaduais do PMDB, no escritório do ex-deputado federal Armando Vergílio (Solidariedade), quando marcou nova conversa com os seguidores de Iris Rezende para o segundo semestre.
O deputado federal e presidente estadual do PPS, Marcos Abrão, diz que a meta de seu partido é o de lançar candidato próprio, em Goiânia. “Temos bons quadros e, a partir de janeiro, vamos intensificar esse debate em torno de lançamento de candidatos a prefeito na Capital e no interior. Agora, o momento é de busca de filiações de nomes representativos da sociedade.” Marcos Abrão evita citar nomes de membros do PPS que poderiam ser lançados à Prefeitura de Goiânia. O dirigente prefere não comentar sobre possíveis alianças com o PSDB ou PSB.
As pequenas legendas, que gravitam na órbita do Palácio das Esmeraldas – PHS, PT do B, PSL, PTC, PV, PMN, PDT, PR, PSDC e PRB -, só irão iniciar as conversações para as eleições de 2016 a partir de janeiro, já que, no momento, dedicam-se à tarefa de buscar filiações para o lançamento de candidatos a prefeito e a vereador na Capital e no interior.