Entidades debatem hoje o Parque Tecnológico em Goiânia
Redação DM
Publicado em 8 de abril de 2015 às 01:09 | Atualizado há 11 anosDa Assessoria
Goiânia deverá contar, em breve, com um parque tecnológico, implantado no Setor Goiânia 2, na região Norte da Capital. Os detalhes do empreendimento serão discutidos, hoje, durante uma reunião entre representantes da iniciativa privada, do governo do Estado, da Prefeitura de Goiânia, Universidade Federal de Goiás (UFG), Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg) e consultorias da área de desenvolvimento de projetos de ciência e tecnologia. O encontro será realizado no Hotel Go Inn Estação Goiânia, das 8h30 às 12h de hoje.
Encabeçado pela Tropical Urbanismo e Incorporação, o empreendimento tem como objetivo vocacionar a região Norte como o eixo tecnológico de Goiânia, aproveitando os benefícios trazidos pela localização privilegiada – próxima à UFG e com ótima acessibilidade – e os incentivos fiscais concedidos pelo governo do Estado às empresas que estão dentro de parques tecnológicos, com redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e pela Prefeitura de Goiânia, com redução do Imposto sobre Serviço (ISS) de 5% para 2%. O parque tecnológico deverá ocupar uma área de 106 mil m² no Goiânia 2, em frente ao Parque Leolídio Di Ramos Caiado, com toda estrutura física necessária para comportar desde empresas e instituições de pequeno porte, com salas de 30 m², até grandes corporações da área de ciência e tecnologia, com espaços de 2 mil m².
“Aqueles que se instalarem no empreendimento contarão com benefícios como energia estabilizada com geradores de alta potência, conexão de internet ultrarrápida, estacionamento privativo e acesso facilitado ao local”, explica Paulo Roberto da Costa, diretor de Empreendimentos da Tropical. Na reunião de hoje, a Tropical apresentará mais detalhes do parque tecnológico e coletará sugestões das universidades, poder público e entidades de classe, para que, além de representar um marco de inovação na capital, o empreendimento também cumpra com eficácia seu caráter social. Participará também da reunião o arquiteto Abílio Almeida Lopes para colher todas informações dos participantes em prol da evolução do projeto.
“Uma das vantagens do projeto é que ele pode aproximar as grandes empresas que atuam no mercado de ciência e tecnologia dos grupos de pesquisa das universidades, criando uma interface que entre a geração e a aplicabilidade do conhecimento. Assim como abrangerá sedes de empresas líderes em seus segmentos, o empreendimento também irá comportar equipes de pesquisadores das universidades goianas, sendo que estas últimas poderão ocupar espaços sem custo”, esclarece Felipe Pinho da Costa, diretor de Empreendimentos da Tropical.
Empresas das áreas de informática, desenvolvimento de energia limpa, melhoramento genético e inovações na área de agronegócio e telefonia terão uma atenção especial dos empreendedores. Para garantir a preservação ambiental da região, o empreendimento será marcado por baixo adensamento, presença de áreas verdes em seu interior e sistemas de reaproveitamento de água e energia.
O desenvolvimento do projeto conta com a consultoria da Fundação Certi – uma referência no Brasil no que diz respeito à concepção e desenvolvimento de parques tecnológicos, somando 20 já em funcionando no País e 23 até o final deste ano – e Marcos Bernardo Campos, presidente da Rede Goiana de Inovação, membro da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia e ex-secretário da Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia de Aparecida de Goiânia, além de responsável pela implementação do parque tecnológico daquele município.
Projeto inovador
Marcos Bernardo Campos pontua que Goiás ainda não conta com parques tecnológicos em funcionamento. Existem três em fase de implementação, mas sem empresas instaladas: o de Aparecida de Goiânia, focado na indústria de higiene pessoal e perfumaria; o de Anápolis, voltado para indústria farmacêutica; e o Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CRTI) da UFG, focado em tecnologia. Já o Parque Tecnológico de Goiânia terá como alvo o agronegócio e a tecnologia da informação.
“O objetivo de um parque tecnológico é concentrar cadeias produtivas de acordo com a vocação local, agregando valor aos produtos e gerando pesquisa”, explica Campos. “Por isso, queremos atrair para o Parque Tecnológico de Goiânia empresas que trabalhem com transgênicos, orgânicos, defensivos agrícolas, enfim, a agroindústria”. O consultor também destaca que a escolha da região Norte de Goiânia, especialmente o Bairro Goiânia 2, foi por conta de sua localização estratégica: a dois quilômetros do Campus 2 da UFG, que concentra um grande número de laboratórios de pesquisa.
Leandro Carioni, diretor executivo da Fundação Certi, que presta consultoria ao projeto do Parque Tecnológico de Goiânia, está otimista com a empreitada, principalmente pelo seu caráter inovador: fruto da parceria entre a iniciativa privada, no caso a Tropical Urbanismo e Incorporação; a academia, representada pela UFG; e o poder público, por meio do governo do Estado e da Prefeitura de Goiânia. “É um projeto completamente inovador, de vanguarda. Geralmente, os parques tecnológicos são conduzidos pelo governo ou pelas universidades. O de Goiânia junta estas duas forças à iniciativa privada”, elogia.
Além de ser referência no que diz respeito à inovação – pelo tipo de parceria estabelecida –, Carioni aposta em outras duas vantagens do projeto: promover benefícios rápidos à Região Metropolitana de Goiânia e não só à Capital e o crescimento de pequenas empresas. “O parque vai gerar empregos, impostos, enfim, movimentar a economia e proporcionar o rápido crescimento de pequenas empresas ali instaladas”, esclarece o consultor.
SAIBA MAIS
- Reunião sobre a implantação de Parque Tecnológico em Goiânia
- Data/horário: 08/04/2015, das 8h30 às 12h
- Local: Hotel Go Inn Estação Goiânia (Avenida Oeste, 2151 – Setor Norte Ferroviario)
- Participantes: Representantes da iniciativa privada, do governo do Estado, da Prefeitura de Goiânia, UFG, PUC-GO, UEG, Acieg e consultorias da área de desenvolvimento de projetos de ciência e tecnologia