Cotidiano

Um aprendizado sobre o valor da amizade e da confiança

Redação DM

Publicado em 8 de abril de 2015 às 01:09 | Atualizado há 1 ano

 

É possível ser mães e pais educadores com pouco tempo? A falta de tempo tem sido um dos grandes dilemas para os pais hoje, do dever de participarem ativamente da educação e lazer dos filhos. E esta é uma das razões que mais têm desencadeado problemas emocionais durante a infância, já que, de acordo com especialistas, é no seio da família que os valores e a personalidade de cada um tendem a se formar e consolidar.

Com o intuito de proporcionar uma maior interação entre mães e filhos, mesmo sendo escasso o tempo, a advogada Graciene de Lima Nogueira, 29 anos, organizou o “1º Encontro de Bebês de Goiânia”.

“A ideia surgiu porque vi, no meu bebê, a necessidade dele se interagir com outras crianças e, como na minha família não tem crianças, sugeri criar um grupo de encontro com bebês no Facebook. As pessoas curtiram a ideia e com isso criei a fanpage e comecei idealizar o encontro, pedindo ajuda e sugestões para as outras mães sobre como poderíamos organizar o evento”, diz.

A estudante Eduarda Souza Costa, 21 anos, mãe da pequena Manuela Costa, de sete meses, acrescenta que, enquanto mãe, quase não tem tempo nem lugar para sair com seus bebês. “O encontro nos possibilita isso. O objetivo é a socialização dos nossos pequenos, já que a maioria de nossos filhos são filhos únicos ou na família quase não há crianças. O encontro possibilita a interação de crianças da mesma faixa etária”.

As mães entendem que carinho e afeto são grandes exemplos do quanto às relações podem ser positivas. Por meio de iniciativa e gestos tão simples, surgem maiores probabilidades para que estas crianças cresçam mais felizes e, ao se tornarem adultos, estarão aptos a conviver em sociedade e, mais no futuro, também exercerem seus papéis de pais, mães e profissionais com consciência e equilíbrio.

“São vários os benefícios à criança ao fazer amiguinhos que crescem e se desenvolvem no mesmo tempo. A interação com outros bebês, da mesma faixa etária, proporciona contextos sociais que permitem vivenciar experiências que dão origem à troca de ideias, de papéis e o compartilhamento de atividades que exigem negociação interpessoal e discussão para a resolução de conflitos”, observa Eduarda.

 

É tempo de criatividade

As mais de 50 mães, que participaram do “1º Encontro de Bebês de Goiânia”, compreendem que é preciso ousar, mudar, tentar uma nova forma de interação para os filhos. Nessa primeira edição, a idealizadora do encontro, Graciene Lima, conta que o evento contou com participação de profissionais de saúde pediátrica para orientar as mães.

“Organizamos uma palestra com uma odontopediatra que falou sobre os cuidados com a primeira dentição dos bebês. Tivemos palestra com uma nutricionista sobre a introdução alimentar, como ela deve ser feita. Além disso, contamos com a presença de uma professora de dança que tem o projeto  “O Embalanço”, que é maternar através da dança”.

Apesar da idade, Eduarda observa que colocar um filho no mundo é bem mais que dar para esta criança comida, roupas, brinquedos e escola. Considera imprescindível o despertar dos pais para uma convivência afetiva, a qual consiste em conversar, ouvir, brincar e educar. “Neste encontro, podemos trocar experiências e, fora dele, mantemos um contato contínuo em um grupo de WhatsApp, compartilhando sempre experiências, dúvidas e esclarecimentos, relatando quando estamos tristes ou alegres ou com alguma novidade dos nossos pequenos”, informa.

Para a próxima edição, o “2º Encontro de Bebês de Goiânia”, as inscrições serão abertas e poderão ser feitas através do site ateliedebeaute.com.br a partir do dia 9 de abril. “A próxima reunião está marcada para o dia 26 de abril no Parque Flamboyant, às 14h”, diz Graciane de Lima Nogueira, que é mãe do pequeno João Nogueira, de nove meses.

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