Cotidiano

Semana de Arte Moderna é tema de palestra do poeta e escritor Gilberto Mendonça Teles

Redação DM

Publicado em 2 de junho de 2022 às 17:49 | Atualizado há 4 anos


O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, em Goiânia, promoveu nesta quinta-feira (02), uma palestra com o professor e escritor Gilberto Mendonça Teles. O evento deu início a uma série de apresentações do projeto “Goiás 300 – Reflexões sobre a formação de Goiás”, em comemoração aos 300 anos que chegada dos Bandeirantes no Estado de Goiás. Com o tema “O Mito das Vanguardas e do Modernismo na Semana de Arte Moderna em 1922”, Gilberto Mendonça Teles falou um pouco da trajetória como professor, chegando a lecionar no Uruguai. “No início de 1966 saí de Goiânia para o Uruguai a convite da Divisão de Cooperação Intelectual do Itamaraty para ser professor de literatura em Montevidéu”.

De acordo com Gilberto Mendonça Teles, com os principais movimentos da Vanguarda na Europa surgem as várias concepções do Mito. “Dentro desta ideia, surgiu uma tendência quase coletiva de estudar os mitos, como se as duas pontas da tradição (o novo e o velho) estivessem juntas”, afirma Teles.

A vanguarda no Brasil surgiu na última metade do século XIX, mais precisamente em 1898 com a morte de Stéphane Mallarmé, poeta e crítico literário francês e o livro de Oswald Splengler, Decadência do Ocidente, de 1918. Nesse período que se documenta a fragmentação da unidade literária com os inúmeros manifestos das vanguardas.

Gilberto Mendonça Teles afirma que a era modernista não começou na Semana de Arte Moderna em 1922, mas sim alguns anos antes com Mário de Andrade. “Em 1917, Mário de Andrade com o livro de poemas Há uma gota de sangue em casa poema dá os primeiros passos de uma poesia modernista”, completa Teles. Mário de Andrade, em 1920, começa a escrever o Pauliceia desvairada, que é um marco na poesia brasileira moderna.

Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna foi uma manifestação cultural e artística que foi realizada em São Paulo em fevereiro de 1922. Com várias apresentações na programação, o movimento buscou uma renovação no modo de se ver a arte, rompendo com a arte acadêmica, levando a uma visão modernista no Brasil.

Mário de Andrade foi uma das figuras centrais para a Semana de Arte Moderna, ao lado do escritor Oswald de Andrade e o artista plástico Di. Cavalcanti.

Gilberto Mendonça Teles

Gilberto Mendonça Teles nasceu em Bela Vista de Goiás em 1931. Poeta, escritor e crítico literário, tem mais de 70 livros publicados, sendo destes, 15 traduzidos em outras línguas. Morando no Rio há mais de 50 anos, Gilberto Mendonça Teles é o escritor goiano de maior renome na Europa. Estudioso do modernismo e da vanguarda na poesia, produziu trabalhos importantes e assumiu fundamental papel na divulgação das ideias vanguardistas na literatura brasileira.

Gilberto Mendonça Teles foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e professor universitário na PUC Goiás, PUC Rio, Universidade Federal de Goiás e Universidade Federal Fluminense, além de ter lecionado no Uruguai e Estados Unidos. Ele é membro da Academia Goiana de Letras.

Goiás 300

O projeto “Goiás 300 – Reflexões sobre a formação de Goiás” será realizado durante todo o ano de 2022, em memória a chegada dos primeiros Bandeirantes em território do nosso Estado. O objetivo do projeto é fomentar a produção de uma série de livros sobre 20 temas, dentre eles Medicina, Educação, Direito, Arte Popular, Cinema, Artes Cênicas, Hip-hop, dentre outros. A curadoria da coleção será feita pelo presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, Jales Mendonça, e do escritor e professor Nilson Jaime.

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